CarlosMesquita300120 - “O Governo está a adaptar-se a actual situação mundial de crise, criando novas estratégias de implementação do PGQ”- Carlos Mesquita

“O Governo está a adaptar-se a actual situação mundial de crise, criando novas estratégias de implementação do PGQ”- Carlos Mesquita

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Na última sexta-feira, o ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, participou de uma conferência online organizada pela Delegação da União Europeia em Moçambique que versou sobre a queda nos preços da commodities, impacto para o continente africano. O webinar teve a participação de António Sánchez-Benedito Gaspar, Embaixador da União Europeia em Moçambique; Simone Santi, Presidente da Eurocam; Pietro Toigo, Representante Residente do Banco Africano de Desenvolvimento em Moçambique; Adriano Nuvunga, Director do Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD) e Fáusio Mussá, Administrador e Economista-chefe do Standard Bank Moçambique. A moderação esteve a cargo de Iris de Brito, Directora da Exame.

Durante a sua intervenção, Carlos Mesquita, afirmou que a imposição de medidas de restrições por causa da COVID-19 influencia negativamente na economia moçambicana, já por si débil. As medidas de alívio ao sector privado estão em curso por forma a criar uma almofada para a solvabilidade das empresas. Mesquita também falou da necessidade de melhorar e integrar as tecnologias de informação e comunicação para, por um lado contornar a imposição do bloqueio ao intercâmbio internacional e assim viabilizar o comércio internacional e por outro contribuir grandemente para a melhoria do ambiente de negócio, transparência e flexibilidade nas transações internacionais.

Para o Ministro Mesquita, a estratégia do Governo para o combate ao impacto económico negativo da covid-19 consiste em impulsionar a produção e a competividade das empresas, potenciando a utilização de recursos naturais de modo a dinamizar a cadeia de valor, incentivar a modernização e a diversificação da economia.Neste contexto, o programa de governação 2020-2024 está concentrado nos sectores da agricultura e na industrialização, bem como na criação do emprego.

António Benedito-Sanchez, Embaixador da União Europeia em Moçambique, reforçou a sua confiança na necessidade de continuar com a tradição do diálogo, trazendo à mesma mesa, decisores políticos, a sociedade civil, o sector privado e parceiros de Moçambique apara o desenvolvimento para juntos refletir caminhos sustentáveis para o desenvolvimento de Moçambique. Neste contexto, Sanchez afirmou que no contexto de privações em que o Mundo se encontra, era necessário pensar nas alternativas para a crise, incluindo acelerar a integração de África através da criação de áreas de livre-comércio, o grande objectivo da União Europeia, bem como a digitalização da economia.

Simone Santi, Presidente da Eurocam, focou a sua análise na queda do preço do gás natural no mercado internacional. Para ele, tal não significa, necessariamente a insustentabilidade dos negócios de petróleo e Gás na bacia do Rovuma. Santi acredita que o que será determinante para o negócio de gás será a quantidade que das reservas de gás natural que Moçambique à luz da transição energética a nível global. Assim sendo, a continuação dos megaprojectos no sector de hidrocarbonetos vai depender da relevância do produto nesse futuro médio e longo.

Pietro Toigo, Representante Residente do Banco Africano de Desenvolvimento em Moçambique, afirmou que apesar da necessidade de se repensar num novo modelo de crescimento económico de África fundamentado na agregação de valor aos recursos, a indústria de LNG tem um grande potencial para servir, a médio prazo, como “lubrificante” do crescimento económico de Moçambique.

Por fim, Fáusio Mussá, Economista-chefe do Standard Bank Moçambique refletiu sobre os preços das commodities. Para ele, a curto prazo, espera-se que os efeitos negativos da covid-19 superem os efeitos positivos. Um efeito positivo a considerar seria se, por exemplo, esta situação de crise obrigar que a sociedade civil e o Governo pensem numa economia diferente para Moçambique que incentive à produção agrícola no sentido comercial, que crie mais valor e que substituía as importações. Os choques económicos da covid-19 podem alterar os incentivos para se investir em Moçambique, no sentido de promover mais uma produção agrícola local que gera mais emprego. No entanto, é pouco provável que os resultados sejam observados no curto prazo. Mas só o facto de se começar a pensar diferente já é positivo.

O debate da sexta-feira passada foi realizado pela EU-Moz Talks um projecto de comunicação que integra a Delegação da União Europeia em Moçambique, Ministério da Indústria e Comércio, Eurocam e o sector privado. O projecto pretende-se promover debates sobre temas económicos e sociais relevantes que conduzam a acções concretas de todos os intervenientes, visando a promoção do desenvolvimento sustentado de Moçambique. Este Webinar foi o segundo de uma séria de 4 previstos para 2020

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