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Erosão costeira ameaça consumir Unilicungo e Hospital Central Quelimane

A mais de cinco anos que a situação vem se agravando sob olhar impávido das autoridades locais. A erosão costeira na zona residencial Murropue levou consigo várias casas ao redor e destruiu estrada que outrora ligava para outra parte do bairro, sem falar de vasta área de plantações.

O responsável do Departamento de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas no Conselho Municipal de Quelimane, Eng. João Brito, disse que devido ao estado de erosão que se apresenta ao longo das margens do rio Chipaca, esta pode consumir a Universidade Licungo e o Hospital Central de Quelimane dentro de quatro anos.

Segundo João Brito, o Conselho Municipal da Cidade de Quelimane busca apoios de especialistas da área e financiamentos no sentido de travar a erosão costeira que continua a criar danos em diversos bairros da urbe.

“É um pouco preocupante a erosão do Murropue porque a progressão é em média 0.8 hectares por ano em termos de extensão abrangida mas a progressão em direcção a estrada alcatroada que liga a cidade de Quelimane com o posto de Zalala é de 4 metros por ano. Se encontrar solos favoráveis pode evoluir mais do que isso”- realçou João Brito, acrescentando haver risco a médio prazo afectar a Universidade Licungo e posteriormente o Hospital Central de Quelimane, uma das maiores unidades sanitárias construída de raiz na zona centro do país após a Independência de Moçambique.

A fonte disse ainda que graças ao envolvimento da Universidade Eduardo Mondlane, através do departamento de Ciências Marinhas que foi possível analisar a força da corrente e quando é que ocorre o maior acto erosivo.

Para os casos de Icidua e Ivagalane, avança como soluções, a construção de diques que não permitem a entrada de água do mar para o interior mas permitissem o escoamento de água das chuvas do interior para exterior da cidade.

O Responsável do Departamento de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas das Autarquia de Quelimane, apela aos diferentes segmentos da sociedade para a busca de soluções conjuntas para travar o cenário.

Os residentes contam que a situação vai de mal a pior a cada ano que passa e pedem ajuda a quem de direito para a resolução imediata do problema que continua a lesar varias famílias.

Torres Micheque, residente a mais de cinco anos no bairro Murropue, lamenta a situação e diz ser falta de vontade das autoridades locais na resolução do problema que não só se manifesta naquele local mas sim por um pouco de todo lada desta urbe.

Aguinalda, jovem residente a cinco metros do risco, diz não ter condições para se mudar do local que se localiza mesmo em frente do eminente perigo. Em casos do acto erosivo registar-se com mais intensidade, a residência da jovem entrará nos números de casas consumidas pelo fenómeno natural.

“Não é que eu não quero sair daqui mas se eu sair onde vou parar? Vou ficar aqui a espera que um milagre aconteça. Estamos a pedir ao Governo para nos atribuir espaços para habitarmos. Pior com crianças que temos, corremos risco de ver nossas crianças se afogarem”- lamentou.

Além do bairro Murropue tido como o ponto mais crítico, a mesma situação vive-se nas zonas residenciais de Icidua, Ivagalane, Chuabo Dembe e Mirazane em Quelimane.

 

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