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CTA: Governo e Sector Privado reinventam-se para lidar com a Crise Económica

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Depois da primeira edição do Webinar, havida no dia 29 de Maio, pela Delegação da União Europeia em Moçambique através da EUMoz Talks, com o tema “A queda nos preços das commodities: impacto para o continente africano”, e que discutiu entre outros, aspectos macro-económicos da realidade de Moçambique e de África, aconteceu  a dia 09 de Junho, o segundo que reflectiu sobre a crise e suas implicações para as empresas.

 

Subordinado ao tema Crise: Como podem as empresas sobreviver?”, o Webinar teve como intervenientes  o Embaixador da União Europeia em Moçambique António Sánchez-Benedito Gaspar; a antiga primeira Ministra e actual Presidente do Conselho de Administração do ABSA Moçambique, Luísa Diogo;  Eduardo Sengo, Director-executivo da Confederação das Associações Económicas (CTA); Paulo Oliveira, Administrador do Grupo Salvador Caetano em Moçambique; Gerry Marketos, Vice-presidente da Eurocam; Mariam Umarji, Presidente da Associação das Mulheres  Empresárias e Empreendedoras de Moçambique  e Mateus Matusse, Director de Apoio ao Desenvolvimento do Sector Privado no Ministério da Indústria e Comércio (MIC), em representação do governo. A moderação esteve a cargo de Iris de Brito, Directora da Exame.

Na abertura do Webinar, o Embaixador da União Europeia em Moçambique destacou a troca permanente de ideias em tempos de crise como uma forma de alargar as opções de soluções, pelo menos ao trazer à mesma mesa, a diversidade de perspectivas capazes de serem transformadas em acções ou opções de políticas aos diversos desafios.

Sánchez-Benedito Gaspar afirmou ainda que Moçambique, à semelhança de todos os países da União Europeia e não só, enfrenta dias difíceis devido à pandemia da COVID-19. Todavia, a parceria e o compromisso da União Europeia para com o desenvolvimento de Moçambique continuam firmes e inabaláveis, principalmente em áreas estratégicas para a vida económica e social do país, como energia, infraestruturas, áreas sociais como saúde, educação, água e saneamento, etc. A resposta da União Europeia à crise pandémica da COVID-19, através da “Equipa Europa” é uma demonstração do caminho que se está a seguir para lidar com esta crise nos vários sectores.

Por seu turno, Luísa Digo, antiga Primeira-ministra e actual Presidente do Conselho de Administração do ABSA Bank Moçambique, convidada de honra deste painel, saudou a iniciativa da União Europeia, através da EUMoz Talks, cComo uma forma de manter a dinâmica de parcerias mesmo em tempos de crise.

Para Diogo, o Estado Moçambicano está a desenvolver acções para lidar com a situação e evitar a subida da curva de contágio, ao mesmo tempo ajudando as empresas a sobreviver, através de um conjunto de medidas e benefícios. Diogo reforçou a opinião do Embaixador da União Europeia de que enfrentar a crise exige a concertação de todos, incluindo parceiros de cooperação, sociedade civil e sector privado tendo no Governo papel de liderança.

A antiga primeira ministra destacou o papel da União Europeia como “parceiro pvivilegiado, um parceiro que actua, um parceiro que dialoga e congrega interesses económicos de vários países” em Moçambique. Referiu-se por exemplo, às empresas europeias que operam nos sectores da agricultura, hidrocarbonetos, energia, banca, entre outras áreas. Segundo afirmou, “Moçambique não pode definir e levar a cabo um pacote ambicioso de desenvolvimento económico e social de forma isolada, pois necessita de recursos e nem todos os recursos virão em forma de dinheiro”, disse acrescentando ser importante ter em mente a conjunção das componentes financeira com componentes sociais.

Para finalizar, Diogo destacou que Moçambique é um país viável que vai atravessar esta fase de crise. Saudou a iniciativa da União Europeia em contornar as barreiras impostas pela COVID-19, ao adotar plataformas de diálogo digitais para continuar a discutir os assuntos prementes do país e formas de sair dela.

Falando em nome da CTA, Eduardo Sengo focou a sua intervenção nas pequenas e médias empresas como sendo a classe empresarial mais afectada, principalmente nas áreas de turismo e restauração. Sengo partilhou a experiência da CTA em assistir as empresas a navegar a crise numa perspectiva de continuidade. Para ele, as empresas precisam ter em mente de que a COVID-19 não vai passar tão já, pelo que existe a urgência em se adaptar muito rapidamente, adoptando outras medidas e abordagens tendo na digitalização o cerne do modelo de adaptação.

Por fim, Mateus Matusse, Director de Apoio ao Desenvolvimento do Sector Privado no MIC afirmou que o governo tem estado a adotar medidas fiscais e administrativas de incentivo à sobrevivência das empresas e protecção do emprego.

Matusse lamentou o facto de a COVID-19 ter chegado num momento em que a economia nacional estava prestes a melhorar, depois de no quinquénio passado ter sido afectada grandemente por ciclones e outros desastres naturais bem como a conjuntura global marcada pela queda dos preços das principais mercadorias no mercado internacional. Mesmo assim, saudou a abordagem da CTA sobre os critérios de alocação de assistência às empresas. Para Matusse, não se deve confundir as situações de crise que resultam da COVID-19 com as que têm a ver com as questões estruturais da economia. O enfoque, disse ele, deve ser salvar o tecido empresarial e os postos trabalhos do risco decorrente da COVID-19.

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