manuel araujo 1 - “Manuel de Araújo prometeu e não Cumpriu”

“Manuel de Araújo prometeu e não Cumpriu”

/

Situado nas encostas da zona portuária da Autarquia de Quelimane, o mercado municipal da FAEZA continua a reivindicar o estatuto do maior centro comercial de Quelimane como outrora. Construído no período colonial, após um incendio em março 2016 que deflagrou a sua estrutura, o mercado nunca voltou a ser o mesmo. Explicam fontes ouvidas pelo nosso jornal.

Há fraca aderência de clientes, tal situação segundo advogam os nossos interlocutores propicia o abandono de bancas pelos próprios comerciantes. Olímpio Santos chefe do mercado narra que antigamente o “ mercado era referência quando se trata-se de venda de roupas, calçados, mobiliários a base de madeira, entre outros artigos. As pessoas não se importavam com a distância que percorriam para adquirir bens neste mercado, porque além de baratos, os produtos eram da maior diversidade e qualidade. Mas desde a ocorrência de um incêndio que destruiu parte do mercado à aderência dos compradores reduziu drasticamente”.

No meio de incertezas sobre oque o futuro lhes reserva, há também acusações. O Presidente da Autarquia, Manuel de Araújo prometeu reconstruir o mercado após o incendio que deflagrou a FAEZA, conferindo-lhe uma nova imagem com a implantação de uma infraestrutura de raiz organizada com melhores condições sanitárias. “Nada foi feito, as bancas que existem neste mercado são dos próprios negociantes que construíram e aqueles que não tiveram condições acabaram se instalando em diversos pontos das avenidas da cidade, fazendo com que os clientes abandonassem os mercados e recorressem as ruas para adquirir algum produto”, lamentou o chefe do mercado FAEZA.

Municipalidade retira comerciantes das avenidas e ruas

A Vereação das Actividades Eco- nómicas do Conselho Autárquico de Quelimane, retirou das ruas e avenidas nesta segunda-feira um total de 70 comerciantes das ave- nidas Julius Nyerere e 25 de Junho para exercerem as suas actividades no interior daquele mercado, desta forma segundo a municipalidade pretende-se ressuscitar a FAEZA. Segundo o Vereador das Actividades Económicas, Joel Amaral, a medida visa esvaziar os passeios e avenidas e cativar os compradores a aderir aos mercados. “Os passeios estavam a ser invadidos com a venda informal, dai que pensamos que há necessidade de reorganizar os passeios retirando os comerciantes para dentro dos mercados, considerando que estarão mais seguros dos carros e da nova pandemia”. Foram abrangidos numa primeira fase os vendedores de roupa usada. Entretanto, os comerciantes informais abrangidos pela campanha, demonstraram preocupação com as condições em que se encontram os espaços cedidos pela Vereação e com o tempo imposto para a organização e início das suas actividades naquele mercado.

“O Município esta a fazer um bom trabalho, mas para nós que estamos hoje aqui a receber os espaços é meio complicado dar inicio as nossas actividades, porque os espaços que estão a ser atribuídos nesse momento não foram preparados. Encontram-se cheios de água e capim, a vereação devia primeiro organizar este local e depois fazer a distribuição”, sublinhou João Armando Gravata.

Yaqub Sibindy PNG - “Manuel de Araújo prometeu e não Cumpriu”
Notícia Anterior

“O Estado moçambicano é uma ruína”-Yaqub Sibindy

Abracao Macete Quelimane scaled 1 - “Manuel de Araújo prometeu e não Cumpriu”
Próxima Notícia

COVID-19: Município de Quelimane cria linha de emergência social

Recente deDESTAQUES

Translate »
WhatsApp chat