burcos - Automobilistas e peões exigem intervenção urgente

Automobilistas e peões exigem intervenção urgente

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Automobilistas da cidade de Quelimane exigem intervenção urgente das vias de acesso devido a degradação acentuada, facto que tem contribuído negativamente nas suas actividades rotineiras. Para além de provocar graves problemas mecânicos nas suas viaturas, a situação tem criado embaraços, principalmente na hora de ponta.

Trata-se particularmente das avenidas Julius Nyerere e Eduardo Mondlane, concretamente na zona do REMOZA (Terminal de transporte publico e de passageiros de Quelimane), que dão acesso ao centro da urbe, que precisão de intervenção urgente, de modo a minimizar o sofrimento dos automobilistas, que são obrigados a mudar de trajecto como forma das crateras, algumas das quais já de longa data.

Segundo os nossos entrevistados, a situação de crateras nas avenidas da cidade de Quelimane vai de mal a pior sob olhar sereno e cúmplice das autoridades nesta circunscrição geográfica.

Na avenida da Liberdade, entre o Cemitério das Saudades e o antigo Bar Lisboa, considerada a mais crítica, as crateras chegam a atingir largura e profundidades alarmantes.

A situação que leva anos sem soluções à vista preocupa automobilistas e peões uma vez que estes invadem os passeios na tentativa de contornar.

Circular em algumas vias na cidade de Quelimane tem sido um bicho de sete cabeças quer para os automobilistas particulares, quer para transportadores de pessoas e bens. Estes envolvem-se em acidentes na tentativa de voltear.

Por ali passa todo o tipo de carro desde ligeiros, pesados, transporte público, motociclos e até ciclistas. Todos precisam de uma dose de criatividade e coragem para passar com as suas viaturas intactas. Naquela avenida, os condutores submetem-se aos exercícios, um atrás do outro. Outros, mais cuidadosos, afrouxam a marcha na tentativa de contorná-los, mas há quem seja mais ousado e os desafia contra todos os riscos.
Riscos que passam desde a danificação dos veículos, transtornos no trânsito, assim como mortes causadas pelos acidentes de viação que já se registam naquela avenida que era considerada a mais calma da cidade.
E o exercício de desviar-se dos buracos é “o pão de cada dia” para quem usa aquela avenida para deslocar-se ao seu local de trabalho, assim como para quem tem a mesma estrada como o seu local de trabalho.

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Eduardo Zeca, táxi-ciclista, afirma que a época chuvosa torna-se difícil circular na cidade de Quelimane, dado que, segundo ele, torna-se difícil distinguir o lado certo da rua.
“Agora posso dizer que consigo ver onde circulo mas quando chega a época chuvosa a cidade fica alagada e fica difícil distinguir o lado certo a passar. Talvez seja essa doença de corona vírus que não permite que haja manutenção”-realçou. Pereira Pedro, acredita que após a pandemia do novo coronavírus o governo estará virado a construção e reabilitação de estradas.