CD - QUO VADIS MOÇAMBIQUE?

QUO VADIS MOÇAMBIQUE?

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QUO VADIS MOÇAMBIQUE?

Em Outubro passado Moçambique foi a votos. Mas antes dessas eleições presidenciais, as sextas por sinal desde que Moçambique tornou – se numa República Democrática em que a liberdade de pensamento e expressão tiveram consagração no texto constitucional, houve uma assinatura dos Acordos de Paz entre o Governo e a Renamo, o maior partido da oposição, que reclamava a integração dos seus homens nas Forças de Defesa e Segurança, partilha de oportunidades entre outras reivindicações. Os Acordos que mais soaram a um “memorando” para a cessação das hostilidades com maior epicentro na zona centro de Moçambique, serviram de uma lufada de ar fresco e ao mesmo tempo uma antecâmara do que viria a acontecer em 15 de Outubro e depois de 15 de Outubro.

A Renamo foi as eleições dividida entre aquela que apoia o seu actual Presidente Ossufo Momade e Mariano Nyongo, o líder da auto proclamada Junta Militar e tido nas hostes da perdiz como um dos homens de confiança de Afonso Dlhakama antes do seu falecimento nas matas de Gorongosa vítima de doença. Só este factor pesou muito para que os outros partidos rivais com maior incidência do partido no poder, a Frelimo tirassem dividendos nas urnas.

Enquanto decorria a campanha eleitoral que culminou com a realização das eleições, urge não esquecer que a província de Cabo Delgado, mais a norte de Moçambique era e continua sendo fustigada por insurgentes cujo rosto e suas reivindicações são de difícil descodificação mesmo com a entrega abnegada dos homens das Forças de Defesa e Segurança e o apoio russo (tal como se propala nalguma mídia), os insurgentes mostram – se irredutíveis em combater e a cada dia vão semeando luto e dor nas famílias moçambicanas (informações que os órgãos de comunicação social pública teimam em não divulgar).

Ao que tudo indica a luta dos insurgentes está longe do fim.

Depois das eleições de 15 de Outubro, a publicação dos resultados que deram vantagem a Frelimo e o seu candidato Filipe Jacinto Nyusi que concorria a sua própria sucessão, não foram acolhidas de forma consensual. Os partidos da oposição reclamam a ocorrência de “enchimento” fraudulento de urnas e intimidação dos seus membros de mesa e alguns observadores, em suma, alegam que foram eleições fraudulentas.

Durante este tempo, a conversa nas redes sociais, em cafés e bares girava em torno das eleições e dos seus resultados.

Hoje a tónica da conversa mudou, pelo menos no círculo daqueles que sentem o pulsar da nação como verdadeiros filhos desta pátria de herois, aqueles que não têm na agenda apenas o COVID – 19, mas sim os acontecimentos de Moçambique no seu todo. Hoje não mais se fala das eleições e dos resultados, mas sim dos ataques dos insurgentes em Cabo Delgado.

Não é para menos, são 3 anos de puro derramamento de sangue de inocentes, de puro vandalismo, destruição e vidas inocentes ceifadas por pessoas de rostos “invisíveis”.

Os estragos verificados em Mocimboa da Praia, Macomia, Quissanga, Muidumbe e Qurimbas são incalculáveis e como nação deviam deixar – nos com algum ponto de interrogação. Se os insurgentes conseguem anunciar o seu próximo passo (local onde irão cometer as suas atrocidades, destruir patrimónios públicos e privados e matar gente indefesa) e nós nada fazemos para conter o rasto das suas actividades criminosas, urge perguntar Quo Vadis Moçambique?

pol cia det m membro de quadrilha que se dedicava a fraudes nas atms em mulevala - QUO VADIS MOÇAMBIQUE?
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