Velocidade excessiva lidera as causas dos acidentes - COVID-19: Transportadores semicolectivos paralizam actividades na Zambézia

COVID-19: Transportadores semicolectivos paralizam actividades na Zambézia

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Viajar de Quelimane para outros distritos da provincia da Zambezia, tornou-se martirizante tanto para os bolsos de passageiros como também para os transportadores semicolectivos que fazem diversas rotas nesta circunscriçao geografica.

Em causa está o fraco movimento de passageiros e o novo decreto que estabelece a reduçao do número de passageiros dentro dos transportes semicolectivos e publicos como medida de prevenção do novo coronavirus.

Em entrevista ao Jornal Txopela, os transportadores semicolectivos, indicam que a redução de dezeoito passageiros para cinco, não compensa com os gastos para o combustivel e nem para a taxa diaria que os automobilistas são obrigado a pagar.

Segundo Abelito Adriao, transportador semicolectivo da rota Quelimane-Mocuba, disse que paralizar as actividades é a melhor saida dado que o transporte de cinco pessoas na rota que faz não corresponde com os gastos feitos.

Avança que, a medida pejudica passageiros que pretendem se deslocar de um lado para o outro em casos de emergência. Conta ainda que após muito tempo de espera no parque, os passageiros regressam a casa sem sucesso.

“Estamos mal porque vinhamos levando dezeoito passageiros, depois reduziram para treze e agora baixaram para cinco passageiros. Naquele momento de treze passageiros estava mais ou menos porque tentavamos recompensar um pouco o combustivel embora que a receita não era aquela combinada com o patrão “-frisou.

Carlos Cardoso, outro transportador semicolectivo da rota Quelimane-Mocuba, em entrevista a nossa Reportagem, afirma que uma das alternativas usadas pelos transportadores semicolectivos com o objectivo de facilitar os passageiros, é o aluguer de carro de forma individual num valor estimado a tres mil e quinhentos meticais.

O nosso entrevistado disse ainda ser triste que a provincia da Zambezia seja única a reduzir para cinco o número de passageiros contra outros pontos do pais, onde os transportadores semicolectivos usam o número de treze passageiros.

Questionado sobre os preços, Carlos Cardoso, assegura que os transportadores da sua rota mantem no valor de duzentos meticais para cada passageiro mas aventa a hipotise de existirem alguns transportadores fora do parque que especulam os preços como forma de se aproveitar.

Prevalecendo o numero de cinco passageiros, Cardoso tenciona entregar a viatura ao respectivo proprietario e abandonar a actividade que garante refeiçoes diarias a sua familia.

“Os nossos amigos de outras provincias tem a permissao de levar treze passageiros. Pelo menos eles conseguem sobreviver. Para nós não há nenhum redimento de levar o carro e colocar no parque para carregar cinco passageiros que nem dinheiro de combustivel chega. Por isso nós estamos parados”-realçou Carlos Cardoso, pedindo a quem de direito para a tomada de medidas celeres para que os transportadores retornem a actividade.

No parque, era possivel notar o fraco movimento de passageiros tanto para a rota Quelimane-Mocuba como para passageiros que pretendem viajar para outros pontos da provincia central da Zambézia.

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