AmadeAbubacar2305 - Mais de 250 jornalistas estão presos em todo o Mundo diz CPJ

Mais de 250 jornalistas estão presos em todo o Mundo diz CPJ

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O número de jornalistas presos pelo exercício das suas atividades profissionais atingiu globalmente mais de 250 pelo quarto ano consecutivo, com a China e Turquia no topo da lista dos principais violadores da liberdade de imprensa no mundo, refere um comunicado do Comitê para a Proteção dos Jornalistas= CPJ, uma organização internacional de defesa da liberdade de imprensa.

Até 1º de dezembro de 2019, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas apurou que pelo menos 250 jornalistas permaneciam atrás das grades em conexão com seu trabalho, com destaque para China, Turquia, Arábia Saudita e Egito, Eritreia, Vietnã e Irã, os três últimos são tidos como os países mais hostis à profissão.

“A prisão de um único jornalista é uma terrível injustiça que tem consequências de longo alcance para familiares, amigos e colegas”, disse Joel Simon, diretor-executivo do CPJ. “Mas a prisão de centenas de jornalistas – ano após ano – é uma ameaça ao sistema global de informações do qual todos dependemos. Governos repressivos estão a usar essas táticas cruéis para privar suas próprias sociedades e o mundo inteiro de informações essenciais. ”

Autoritarismo, instabilidade e protestos no Oriente Médio levaram a um aumento no número de jornalistas presos na região- particularmente na Arábia Saudita, que manteve 26 atrás das grades em 2019, colocando o país ao lado do Egito como o terceiro pior carcereiro em todo o mundo.

A política foi novamente o tema com maior probabilidade de levar jornalistas à cadeia, seguido por direitos humanos e corrupção. Enquanto a maioria dos comunicadores presos em todo o mundo enfrentam acusações contra o Estado, o número dos incriminados por “notícias falsas” aumentou para 30; em 2012, o CPJ refere que encontrou apenas um jornalista em todo o mundo enfrentando essa acusação. Países repressivos, incluindo Rússia e Cingapura, promulgaram no ano passado leis que criminalizam a publicação de “notícias falsas”.

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