ARTIGO DE OPINIÃO - Identidade, Auto-estima e Criatividade Vs Competitividade nos Jovens como vector para Superação da Crise

Identidade, Auto-estima e Criatividade Vs Competitividade nos Jovens como vector para Superação da Crise

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Escrevo com meiguice, talvez por pertencer neste diapasão etário. Mas também com muita pravidade, pois sinto que os jovens estão sendo assolados actualmente, por vários fenómenos, desde a bibliofobia, características polígrafos, misantropia, conformismo público e social e as vezes baixa auto-estima.

Já o termo jovem segundo a OMS, costuma ser utilizado para designar pessoas entre 15 a 29 anos, seguindo a tendência internacional. Assim, podem ser considerados jovens os adolescentes-jovens (entre 15 e 17 anos), os jovens-jovens (com idade entre os 18 e 24 anos) e os jovens adultos (faixa-etária dos 25 aos 29 anos). Acredita-se que a identidade seja a valorização de si mesmo, segundo a Psicologia, pois sim, é a consciência de si próprio do lugar que se ocupa no mundo. É o processo consciente, segundo o qual uma pessoa assume características de outros ou grupos. Porém, a auto-estima é a capacidade de reconhecer que somos humanos sujeitos a erro, com partes conscientes e inconscientes, não dono de todo conhecimento do universo. É reconhecer que pelo facto de ser PhD, Mestre, licenciado não me tira o mérito de respeitar, valorizar as ideias, crenças, aspirações do outrem. Auto-estima, é reconhecer que é um ser social, com características dependentes aos outros seres para o desenvolvimento de vários domínios da vida.

E a criatividade? É a capacidade de encontrar soluções novas para um problema ou de produzir novidades nas várias esferas da vida. Todavia, há um grande questionamento do meu lado, em relação a criatividade dos jovens da actualidade face a várias crises que assolam o nosso país. Pois dela, depende a superação da crise – manifestação temporária de uma ruptura no processo evolutivo, na perspectiva de Erikson. Todavia, torna óbvio que ela é momentânea e não eterna.

Não vivi o suficiente na vida para fazer um estudo comparativo entre o jovem de ontem (libertadores do cingel colonial) e de hoje. E ai surge a pergunta: será que o jovem de hoje estaria apto, disposto, preparado para persuadir, desmentir o colono português, que não, o moçambicano é capaz de governar, pensar, estudar até aos altos níveis e por via disso, ensinar os mesmos?

Ainda tenho dúvidas, enquanto continuar vendo jovens bibliofóbicos, polígrafos, com baixa auto-estima, conformismo público e social. Hoje o dilema moçambicano se não internacional, sobretudo por parte dos jovens, são as «dívidas ilegais vulgo ocultas». Um filosofo moçambicano «Severino Ngoenha», disse no seu argumento que em todas as instituições há Changuinismo.  Infelizmente não posso dizer o mesmo para os jovens. Pois está em cada jovem moçambicano.

  • Lembra quando foi na casa do seu docente da cadeira de Estatística, Química com 1000mts para garantir a sua passagem? Pois estava a contrair dívidas ilegais.
  • Lembra quando foi dever aquele dinheiro no seu distrito, vulgo 7 biliões e foste comprar seu carro e bebedeira? Estava a contrair dívidas ilegais.

  • Lembra naquele dia, que uma mãe perdeu a vida na maternidade só porque não teria amarado 200mts na capulana? Estava a contrair dívidas ilegais.

  • Quando foi pagar uma vaga de DN1 a 40 mil meticais? Estava a contrair dívidas ilegais.

  • Quando fez copy past da sua monografia, tese, dissertação, relatório final e declarou que as informações que lá continham eram suas? Estava a contrair dívidas ilegais.

  • Quando seu/sua filho/a, irmão/ã trouxe uma caneta alheia em casa e você não perguntou a proveniência, estava a contrair dívidas ilegais. Então, qual é a nossa identidade? Quem deve resolver essa crise? Claro que vão dizer a PGR (Procuradoria Geral da República), o presidente da República, o Primeiro-ministro…………………

Precisamos diagnosticar e tratar a bibliofobia, os polígrafos, a baixa auto-estima, o conformismo público e social, só assim é que teremos Moçambique livre dessa crise. O país pode ter acesso a rede escolar a 100%, mas se não garantirmos o funcionamento correcto dessa instituição, jamais será o pilar do desenvolvimento, ao contrário, será pilar do retardo mental. Alias, enquanto os jovens espelhos da nação (docentes) continuarem a deslumbrar as pautas de frequência, de 40% para 90% a 100%, desenvolveremos bibliofóbicos, polígrafos e misantrópicos.

Os últimos dados do censo populacional 2017, segundo o INE, indicou que o número de habitante jovem cresceu, proporcionalmente cresceu o número de procura de oportunidade de emprego Vs trabalho. Então, que tipo de jovem vai vencer no mundo da competitividade? Os de melhor desempenho na escola, faculdade? Os de influências (costas quentes)? Ou os sorteados? Talvez não seja necessário, mas é importante ser:

Persistente; perseverante; proactivo; cultura de trabalho honesto; dedicação; criativo; saber ser; estar; fazer; merecedor e não bibliofóbico. Essas onze qualidades são ingredientes imprescindíveis no mundo da competitividade.

 

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