Ataques Armados no centro de Mocambique - Ataques armados no centro do país: PGR instaura 20 processos-crime contra suspeitos

Ataques armados no centro do país: PGR instaura 20 processos-crime contra suspeitos

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) instaurou 20 processos-crime contra suspeitos de protagonizarem ataques armados desde agosto nas províncias de Manica e Sofala, no centro de Moçambique.

 

Os processos foram abertos todos em províncias do centro do país, nomeadamente em Sofala (11 processos), Manica (8) e Tete (1), detalhou a fonte da PGR, sem avançar muitos detalhes.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) tem responsabilizado um grupo de guerrilheiros dissidentes da oposição, a autoproclamada Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), pelos ataques.

O principal desafio dos investigadores está ligado à insegurança na região centro, com registo de novos ataques na região quase que semanalmente, acrescentou a fonte da PGR.

Em finais de novembro, seis homens foram detidos pela Polícia na província da Zambézia por suspeita de estarem a recrutar jovens para abrir novas bases para a Junta Militar da Renamo, sob comando de Mariano Nhongo e alegadamente com apoio de dirigentes da Renamo que não estão satisfeitos com a liderança de Ossufo Momade, numa lista que inclui deputados do partido.

Sobre as alegações dos seis indivíduos, que permanecem detidos, a PGR disse que as investigações continuam para apurar a veracidades das revelações, destacando complexidade do processo.

Desde agosto, um total de 11 pessoas morreram em ataques armados de grupos que deambulam pelas matas nas províncias de Manica e Sofala, incursões que têm afetado alvos civis, policiais e viaturas.

A situação de insegurança afeta dois dos principais corredores rodoviários do país, a EN1, que liga o Norte ao Sul do país, e a EN6, que liga o porto da cidade da Beira ao Zimbábue e restantes países do interior da África austral – levando ao reforço do policiamento e a escoltas nalguns troços.

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As incursões acontecem num reduto da Renamo, onde os guerrilheiros se confrontaram com as forças de defesa e segurança moçambicanas e atingiram alvos civis até ao cessar-fogo de dezembro de 2016.

Oficialmente, o partido afasta-se dos atuais incidentes e diz estar a cumprir as ações de desarmamento que constam do acordo de paz de 06 de agosto deste ano, mas um grupo dissidente (considerado “desertor” pela Renamo) liderado por Mariano Nhongo permanece entrincheirado, reivindicando melhores condições de desmobilização. LUSA