Zambézia: 250 falsos professores afastados do sector de Educação

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A Direcção de Educação e Desenvolvimento Humano da Zambézia, detectou cerca de 250 certificados falsos de docentes que leccionavam um pouco por toda a província.

Trata-se de certificados oriundos dos Institutos de Formação de Professores das províncias de Nampula, Zambézia e com timbres falsos.

Caunda Mutecomala, falava na semana finda em Quelimane a margem do Conselho Coordenador da Educação e Desenvolvimento Humano da Zambézia.

O Porta-voz provincial da Educação e Desenvolvimento Humano da Zambézia, aventa a hipótese de tratar de uma rede criada nos Institutos de Formação de Professores que tem o objectivo de fornecer tais certificados falsos em troca de avultadas somas em dinheiro.

“Desde o ano passado até fevereiro deste ano, era 250 professores com certificados falsos. Alguém dentro dos IFP,s está a fazer isso, alguém consegue fornecer os certificados, porque há pessoas que não fizeram os cursos. Das investigações feitas, maior parte dos certificados vem da província de Nampula e Sofala”- realçou.

Caunda Mutecomala, disse ainda que maior parte dos professores flagrados com certificados falsos, encontram-se sob custodia policial e outros gozam da liberdade condicional.

Com o afastamento dos 250 professores, aumentou o rácio aluno-professores, com destaque nos distritos de Maganja da Costa, Gurué, Mocuba, Milange, Alto Molocué e Morrumbala, facto que preocupa a Direcção Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano da Zambézia.

Mutecomala, avança ainda que, investigações prosseguem com o objectivo de afastar professores que continuam a usufruir do dinheiro do estado de forma ilegal e sem a devida formação na área de educação.

“Em 2015, tínhamos 70% de rácio, em 2016 baixamos para 65% e o ano passado voltamos para 70% porque o número de professores contratados foi muito reduzido, juntado a essa situação de professores com certificados falsos que saíram do sistema”- vincou Caunda Mutecomala, acrescentando que para o próximo ano o sector pretende contratar 2600 professores.

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No processo de pagamento de salários aos falsos professores, o sector de Educação perdeu mais de 2 milhões de meticais, onde foi possível recuperar um total de 200 mil meticais depois que os infratores foram levados a barra da justiça.

Além dos 250 falsos professores afastados, outros funcionários do sector de Educação afectos no distrito da Maganja da Costa, respondem judicialmente um processo crime no desvio de 65 milhões de meticais.

Os funcionários em alusão, teriam armado um, esquema de pagamento de salário e subsídios indevidos a funcionários de nível básico e medio. Desses casos, o destaque vai para funcionários de nível básico que se beneficiavam de bonificações e salário de nível superior mesmo sem ostentar o título de N1.

Sem avançar nomes, Caunda Mutecomala, disse tratar-se de funcionários que dominam o sistema de pagamento salarial que facilitavam tais manobras para o benefício próprio.

Ao todo, são um total de cinco funcionários que se apoderavam do tal salário não correspondente com o seu grau académico, que também foram afastados e respondem judicialmente pelos seus actos.