Governador BM2 - Rogério Zandamela destaca medidas económicas em curso em Angola

Rogério Zandamela destaca medidas económicas em curso em Angola

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O governador do Banco de Moçambique encorajou Angola a prosseguir as suas reformas políticas e económicas, que classificou como fazendo parte de um “caminho importante para o bem-estar de todos”.

 

Rogério Zandamela, que chegou segunda-feira (4)a Angola para uma visita de trabalho com vista à troca de experiências entre ambos os países, designadamente entre os seus bancos centrais, foi um dos oradores na apresentação do Relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre as Perspetivas Económicas Regionais da África Subsaariana.

Este responsável felicitou o Governo angolano, em particular o Banco Nacional de Angola (BNA), “por ter abraçado esta agenda de reformas, que vai permitir a Angola ser um país com uma economia mais diversificada, inclusiva, eficiente, produtiva, capaz de gerar emprego e rendimentos para a maioria da sua população”.

Felicitou também o “o BNA por ter abraçado a agenda de reformas anunciadas no final de Outubro, designadamente a liberalização da taxa de câmbio, por se tratar de uma medida corajosa que poderá permitir a Angola alterar o seu paradigma económico, ajustar-se aos desafios da economia global e ser mais atractiva para o investimento e mais produtiva para todos – algo que é fundamental para que os países cresçam e os seus cidadãos possam participar e beneficiar do desenvolvimento gerado”.

Sobre a apresentação do relatório do FMI, Rogério Zandamela fez questão de salientar que “a dívida dos países não é um problema em si mesmo. O que é um problema é a utilização que é feita da dívida que se contrai e o seu eventual descontrolo, levando a representar significativamente mais do que os países produzem. Por isso, devemos apostar no aumento substancial da poupança – as instituições públicas, as privadas e os cidadãos – para alavancarmos o crescimento das nossas economias. Em paralelo, todos os países devem gerir de forma eficiente e transparente os seus recursos. Por exemplo Moçambique, que está prestes a entrar para o grupo dos maiores produtores de gás a nível mundial, tem obrigatoriamente que aplicar os recursos gerados na alteração das estruturas de produção e de exportação para atingir uma melhor estrutura de receitas. No fundo, vamos passar a dispor de recursos que obrigatoriamente temos de saber gerir bem. Estamos inclusive interessados em criar um Fundo Soberano e para isso contamos com a experiência de Angola, mas também de países da América do Norte e do Sul, assim como da Europa, onde neste momento temos equipas especializadas a colher as boas práticas implementadas. Porque queremos que o gás e outros recursos de que dispomos contribuam para a dinamização da economia e para a melhoria da qualidade de vida das populações.

Se o fizermos, estaremos seguramente a fazer um bom trabalho e a cumprir as recomendações de entidades como o FMI”.

O Governador do BNA, José de Lima Massano, realçou que Moçambique “é neste momento uma história de sucesso, motivo pelo qual é seguramente uma boa referência para o trabalho em curso em Angola. Moçambique conta com uma taxa de inflação inferior a 3%, dispõe de um mercado cambial estável e mantém previsões de crescimento na ordem dos 3%. Significa, pois, que foi desenvolvido um grande esforço, quer a nível político quer ao nível da população em geral, e a nós – BNA, enquanto parte activa do programa de reformas que o Governo de Angola está a implementar – cabe-nos assegurar, ao nível do sistema financeiro a resiliência necessária para as implementarmos com eficácia e com vista a resultados práticos ao nível da maior dinamização da nossa economia. Contamos, por isso, com a contribuição das entidades financeiras para cumprirem a missão base de apoio ao desenvolvimento da economia, disponibilizando poupanças a quem as quer investir, a quem solicita os recursos disponíveis para fazer acontecer o país”.

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