HCQ - HOSPITAL CENTRAL DE QUELIMANE: Pacientes sem redes mosquiteiras

HOSPITAL CENTRAL DE QUELIMANE: Pacientes sem redes mosquiteiras

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O Hospital Central de Quelimane na província da Zambézia, foi apelidado como sendo o “Hospital da morte”, facto que obriga alguns pacientes a abandonarem o tratamento médico quando são transferidos para aquela unidade hospitalar.

A situação tende a agudizar-se devido a falta de redes mosquiteiras e o elevado número de cães vadios que circulam na calada da noite no recinto daquela unidade hospitalar tido como a última instancia a recorrer na Zambézia.

Aliado ao facto, está a proliferação de infecções intra-hospitalares em quase todas as enfermarias da maior unidade hospitalar. É que, maior parte dos pacientes que dão entrada naquele hospital, entram com uma patologia e contraem outras dentro do próprio ambiente hospitalar.

Em entrevista ao Semanário Txopela, pacientes que decidiram falar em anonimato por temer represálias, clamam pela alocação de redes mosquiteiras como necessidade primária para o combate da malária, uma vez que no período nocturno, mosquitos invadem em massa nas enfermarias daquele hospital.

Ao paciente que decidimos tratar por número 01 como forma de salvaguardar a sua identidade, conta que deu entrada no Hospital Central de Quelimane com o diagnostico hérnia inguinal mas depois de algum tempo desenvolveu malária mesmo dentro do hospital.

Conta ainda que os dias naquele hospital, tem sido “negros” e martirizantes principalmente no período nocturno, onde os mosquitos invadem as enfermarias.

“Eu fui transferido para este hospital no no mês passado devido ao meu problema de hérnia. Desta vez a situação piorou e decidiram me transferir para cá com objectivo de ser operado. Agora quando cheguei aqui, fiquei apenas 5 dias e adquiri malária”-disse o numero 01, acrescentando que na calada da noite mosquitos invadem as enfermarias e os pacientes sem redes mosquiteiras ficam em claro.

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Já o paciente número 02, disse a nossa reportagem que as condições de higiene daquele hospital são favoráveis para o surgimento de novas infecções e cita como exemplo, o estado asqueroso das redes mosquiteiras, facto que obriga alguns a retirarem de suas camas.

Para além do estado asqueroso das redes mosquiteiras e entrada em massa de mosquitos nas enfermarias no período nocturno, avalia o tratamento médico de forma positiva mesmo com frequente falta de medicamentos.

“As condições de higiene neste hospital deixam a desejar. Essas mosquiteiras nunca lavam. Se fores a ver as poucas que temos aqui são poucas as pessoas que usam porque estão sujas e outras com marcas de sangue. Outras camas não têm redes mosquiteiras”-realçou.

Por outro lado, acompanhantes dos pacientes que são proibidos de passar a noite no recinto do hospital, denunciam existência de cães vadios dentro das instalações da unidade hospitalar que na calada da noite procuram presas.

Em representação de outros acompanhantes, Bendito Eugénio, lembra do dia em que seu primo que se encontra internado numa das enfermarias daquele hospital, teria solicitado sua presença a meia noite e quando este se dirige ao recinto daquele hospital teriam se deparado com uma matilha que o perseguiam em alta velocidade.

“Foi graças a Deus que sai ileso daquela situação. Quando pedi os guardas para entrar porque o meu primo solicitava a minha presença, eles permitiram mas quando eu ia para a enfermaria me deparei com cães que pretendiam morder- me”-contou.