Ter formação profissional deixou de ser prazeroso em Moçambique

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Saudades dos tempos em que terminar um curso era motivo de felicidade, e os estudantes ficavam contando os dias para terminar o curso.
De uns tempos para cá, as coisas deixaram de ser prazerosas. Já não se sente a felicidade no rosto de um recém graduado, mas também não é para menos. Não há motivos para celebrar. Está claro que as pessoas procuram por uma formação profissional para garantir um emprego no futuro.
Continua a proliferação de instituições de formação profissional em Moçambique, desde institutos à universidades.
É angustiante, ficar a deriva depois da formação, é muito mais ficar a olhar para o certificado e para o diploma sem saber o que fazer com ele.
Não basta introduzir cursos partindo do pressuposto que há falta no mercado, é preciso olhar para a capacidade de absorção dos mesmos.
Já não basta a frustração de escassez das vagas, o recém graduado é forçado a conviver com a falta de transparência nos concursos públicos para o ingresso no aparelho do Estado, já que esse é o maior empregador.
Não basta apelar para o empreendedorismo, se a formação é para o emprego, se ainda é o auto emprego, então que se ministrem apenas cursos voltados apenas para o auto emprego.
Chega a ser descabido falar de auto emprego para o técnico de medicina geral, para um técnico de farmácia, para um licenciado em Ensino de Matemática, Física, Geografia….etc.
Se não há como empregar, então melhor não de formar até o mercado estar em condições de absolver os recém graduados.
Ter uma formação profissional, deixou de ser prazeroso.

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