“Nicolau Manjate não esta fazer o seu trabalho na FMP”

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O jornal txopela conversou recentemente com o presidente da Associação de Patinagem da Zambézia, Djelma da Silva, sobre o atual estado do hóquei patins ao nível provincial, onde este informou que desde a tomada de posse do presidente da Federação Moçambicana de Patinagem, Nicolau Manjante, que a associação provincial não tem vindo a receber assistência por parte da entidade mãe desta modalidade.

Txopela: É presidente e treinador desta modalidade ao nível provincial. Como avalia o estado atual do hóquei patins na Zambézia?

DS: O hóquei patins esta em expansão a nível provincial, onde atualmente contamos não só com a cidade de Quelimane, mais também com os distritos de Nicoadala e Mocuba para a prática desta modalidade. A associação continua a trabalhar, mais quanto a federação, não sabemos dizer em que pé se encontra, porque desde a tomada de posse do presidente da FMP, isso já à três anos que estamos praticamente abandonados.

Txopela: Ao longo desses três anos em que a FMP absteve-se de prestar assistência a Associação, como tem feito para realizar as atividades?

DS: Como presidente tenho dado o meu máximo, no que diz respeito a realização de campeonatos e eventos em datas comemorativas mais por conta própria. As atividades são custeadas por mim com ajuda dos atletas e encarregados que não desejam que o hóquei patins morra na província da Zambézia.
Tentamos pedir apoio a entidades locais, mais nem sempre temos tido uma resposta positiva, uma vez que o país se encontra em uma situação econômica debilitada, tornando-se, assim um grande desafio realizar as atividades dentro da cidade, assim como da província. O hóquei patins é uma modalidade com única filial na província e é bastante triste e preocupante, não ter assistência provincial e a nível nacional por parte da FMP.

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Não temos apoio e nunca recebemos material vindo da Federação, o material que possuímos são de doações de outros atletas de Maputo e também do apoio enviado de amigos atletas de Portugal. Atualmente, realizamos treinos e eventos em condições precárias e a Federação nada faz, apenas olha e deixa andar. Envio email, sms e chamadas telefônicas, mais praticamente são ignoradas, deixando-nos de mãos atadas sem saber como e o que fazer.

Txopela: Falava de promessas de Nicolau Manjate ao longo do manifesto eleitoral. Quais foram estas promessas?

DS: Além de promessas estes são os deveres da Federação: por ano pelo menos uma ou duas vezes existir um tipo de intercâmbio, onde os atletas da Zambézia se deslocariam a Maputo, Nampula ou Beira e vice-versa, para troca de experiencias, o que não acontece. A Assistência do desenvolvimento do atleta também não se faz sentir, o que desmoraliza muitos desportistas locais. Lamentavelmente nos últimos tempos temos vindo a perder muitos atletas que tinham muito para dar de si em prol da massificação do hóquei patins na Zambézia.

Txopela: Face a situação o que a Associação pensa em fazer?

DS: A APZ pretende ter um encontro pessoalmente com o presidente da FMP, Nicolau Manjate, para intender o que esta acontecer, somente o que dificulta é a falta de condições para nus deslocarmos ao encontro do Presidente na Cidade de Maputo.

Txopela: Brevemente vai se realizar as festividades do dia da cidade, diante desta situação, a APZ vai fazer parte do evento?

DS: Sim, já começamos a preparar as atividades para este dia, novamente batemos as portas e esperamos ver se dessa vez teremos alguma resposta positiva para o efeito.
Atualmente, felizmente estamos a realizar atividades no Pavilhão dos Desportos antiga Favizal, concedido pela Direção Provincial dos Despostos, que muito tenho que agradecer por ter nus disponibilizado o espaço para os treinos e o escritório para a Associação.
Somos uma Associação legal e reconhecida ao nível nacional e temos o direito a assistência por parte da Federação, mas não será por falta de apoio da FMP que o Hóquei vai parar em Quelimane.