Morrumbala: Cidadãos clamam por vias de acesso e transporte seguro de pessoas e bens

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Da estrada nacional número 01, passando do cruzamento do zero em direcção à  vila sede do distrito de Morrumbala, uma placa fixada pela Administração Nacional de Estradas, comunica que, ao todo são 43 quilómetros de terra batida que devem ser percorridos. Uma distancia que em principio não desmoraliza a nenhum automobilista, se não fosse pela péssima qualidade de transitabilidade da rota.  São buracos de profundidade temível que chegam a trair até os mais experientes condutores no troço. No terminal de passageiros de cargas e bens na vila, as opiniões sobre o problema são unanimes “estamos cansados com essa estrada, de eleições em eleições à promessa é única: colocar alcatrão, mas até aqui só comemos poeira” – apresenta-se como Rosaria apenas, é professora do ensino primário numa das localidades do distrito, recusa deixar mais detalhes sobre a sua identidade por temer represálias.

Um outro interlocutor abordado pelo Jornal Txopela é proprietário de uma viatura Toyota caixa aberta, que se dedica ao serviço de aluguer para transportar material de construção diverso dentro daquela circunscrição geográfica, este começa por confirmar que “os passageiros chegam as 04 horas e ficam na paragem até por volta das 14 horas sem transporte que os leve para Quelimane ou outros cantos da província” dado que são muitos os proprietários e automobilistas que se recusam a colocar os seus veículos numa rota problemática e com “cem por cento de certeza de que o carro se vai estragar ” em contáveis meses.

Lamenta a inercia governamental, advogando que é necessário que os governantes tomem consciência dos problemas da população e os resolvam rapidamente no lugar de os relegarem para o ultimo plano, priorizando suas próprias agendas.