LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

MADAL: De celeiro da nação para o rosto da pobreza

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Madal, é uma das localidades do distrito de Quelimane, província central da Zambézia, que foi isolada á cidade de Quelimane devido o desabamento da ponte sobre o rio Chipaka, local onde tem sido palco de acidentes marítimos desde o ano 2016, sob olhar sereno e cúmplice das autoridades governamentais.
Com o desabamento da ponte, foi condicionado o trânsito rodoviário e transporte de passageiros e carga.
Madal dista a mais de 15 quilómetros da cidade de Quelimane, com cerca de 35 mil habitantes onde é composta maioritariamente pela camada juvenil que sobrevive da pesca e táxi-ciclismo no centro da cidade.
Pertenceu ao distrito de Nicoadala por longos anos e só em 2014 passou para cidade de Quelimane onde até então reivindica o titulo de localidade da cidade em alusão.
A localidade de Madal foi na década 80 uma das maiores potências de capital económico devido ao vasto palmar que a mesma possuía, e hoje, é visível a pobreza extrema que lá se vive.
Se deslocar-se de Quelimane a Madal fazia-se em menos de 10 minutos, hoje percorre-se mais do que uma hora por via Madal-Marabo, Marabo-Quelimane, em vias de acesso totalmente degradadas.
Em Madal falta tudo! Desde os serviços básicos de saúde, água potável, energia eléctrica, escolas e mais…
Em entrevista ao Jornal Txopela, residentes do bairro Tebuerebue, consideram que a falta de água potável continua a ser uma das maiores causas de mortes, onde crianças são as principais vítimas.
Com rosto visivelmente triste pelo futuro incerto que espera a terra que o viu nascer, Jaime Mania um dos residentes em Tebuerebue, afirma que aquela circunscrição geográfica foi abandonada após a praga que matou coqueiros que a companhia possuía.
Jaime Mania, disse que para a obtenção daquele precioso liquido, tanto residentes de Tebuerebue como os que residem nos bairros Milato 1ᴼ, Milato 2ᴼ, Namotcha, Mangoma e Palane, usam como alternativa poços caseiros.
“As coisas vão de mal a pior cada ano que passa. Bebemos água do poço caseiro como a única alternativa. Se água potável que seria prioridade não temos, talvez fomos abandonados”-lamentou.
Por seu turno, Cesarito Cesar, residente no bairro Namotcha, atira culpas ao Governo distrital que nada faz para para o bem-estar dos residentes na localidade de Madal.
“Talvez porque estamos longe do distrito de Quelimane mas a situação aqui em Madal não é das melhores. Estamos cansados de promessas que nunca se realizam. Mas quando se aproximam eleições estão todo tempo aqui parra nos aliciar com faltas promessas. Nós estamos de olhos abertos”-realçou Cesar Cesarito.
Amade Amade, entende que naquela localidade reina o monopartidarismo, onde quando não comunga as mesmas ideologias políticas do partido no poder é barrado de varias oportunidades.

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