América, uma nação onde é mais fácil adquirir uma AK – 47 do que um visto

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O título do presente texto de opinião é um desabafo de uma figura pública muito influente na área cultural norte – americana, Robyn Rihanna Fenty ou simplesmente Rihanna. Não é para menos se tivermos em conta os recentes acontecimentos trágicos de uma das nações mais prósperas do mundo.

Vamos em partes.

Eram 10 horas e 39 minutos do pretérito sábado quando Patrick Wood Crusius, um jovem de 21 anos de idade, com 1, 82 metros de altura e quase 100 quilos de peso, usando óculos de protecção e uma arma de grande calibre entrou no Centro Comercial de Walmart em EL PASO no Texas e assim do nada abriu fogo tendo causado de imediato 20 mortos e 26 feridos.

Não tardou que o Presidente Trump recorresse ao twitter para manifestar o repúdio ao acto terrorista que acabava de ocorrer em EL PASO.

Foi com base nesse manifesto de repúdio que figuras influentes como Rihanna em jeito de resposta, apelaram ao Presidente a rever as suas políticas de imigração e porte de armas por parte dos cidadãos.

É verdade que as carnificinas que ocorrem na América não começaram com Donald Trump no poder se tivermos em conta os acontecimentos desde 11 de Setembro em que o Estadista era outro e não Trump, em parte pelo facto de nenhum dos Presidentes ter sido capaz de enfrentar o consórcio americano que se bate duramente pelo uso livre de armas. Mas convenhamos, o uso recorrente e até certo ponto abusivo do discurso de ódio contra as minorias onde se incluem os autores dos atentados, por parte de Donald Trump, é um incentivo não só as carnificinas que recentemente mataram quase 3 dezenas de cidadãos inocentes bem como as demais que futuramente poderão acontecer em solo americano.

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Há dias escrevi aqui sobre o tiro que saiu pela culatra a Trump quando na qualidade de Presidente dos EUA aconselhou a 4 congressistas americanas afro e latino descendentes a regressarem as suas origens para no dizer de Trump “ajudarem a combater a corrupção nos seus países de origem”. São discursos como este que servem de pólvora para acender novas chamas e permitir a ocorrência de massacres. E quer se queira ou não Trump é co – responsável desses massacres. Co – responsável na medida em que a responsabilidade é partilhada com o Congresso que sendo um órgão com poderes suficientes para travar o rentável negocio de armas, mal consegue fazê – lo.

Parece um paradoxo quando intimado a fazer declaração a nação, o Presidente Donald Trump opte por trazer a debate a implementação da pena capital como resposta as carnificinas que vão assolando a América, sabendo ele que é um dos co – responsáveis por elas.

As leis de alguns dos estados não ajudam a reduzir os massacres, muito pelo contrario, incentivam – nos, não se percebe porque é que em pleno Século XXI tais estados continuem a viver à moda faroeste onde uma das características é encarar as mortes como se fosse uma normalidade.

Ainda que se acredite que Donald Trump recorre aos discursos de incentivo a supremacia branca para captar o apoio do eleitorado face as eleições que se avizinham, uma coisa é certa, enquanto não se travar a questão do uso livre de armas e enquanto os discursos de Trump forem de exaltação da supremacia branca votando ao ostracismo as minorias, os massacres nos EUA estarão longe de ter fim.

 

 

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