Um governador com problemas de saúde mentais?

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Em 2011, Pio Augusto Matos, cumpria o seu terceiro mandato no comando da máquina administrativa e política de Quelimane, o Conselho Municipal [Autárquico]. Foi convidado pelo seu partido a renunciar ao cargo em janeiro do pretérito ano, a liderança da FRELIMO advogou nessa altura que Pio Matos era corrupto, acusou-o de gestão danosa do município. Sem honra nem gloria, “sua excelência foi deposto”, num reinado que teve início em 1998 com a realização das primeiras eleições autárquicas em Moçambique, mas antes atravessou o vale da chacota e da humilhação publica patrocinada por seus próprios correligionários.

Homem de trato fácil e afável, comunicador nato e com uma veia política de fazer inveja, resignou numa missiva que os burocratas apelidaram de “carta de renuncia”, Pio Matos nesse documento e mais tarde publicamente alegou perturbações mentais como um dos motivos primários da sua decisão em renunciar ao cargo, deixava assim o município para outras mentes e mãos.

Reza a história que foi esse erro de calculo da Frelimo, que meses depois permitiu em eleições intercalares realizadas nesta circunscrição geográfica, que o Movimento Democrático de Moçambique e Manuel de Araújo chegassem ao poder.

E essa vitoria foi amarga para a Frelimo, mas foi mais para Pio Matos, estava chancelada a sua hostilização no seio do partido Frelimo. Um “relatório do processo eleitoral” emitido pelo Comando Provincial da PRM na Zambézia enviado ao Ministério do Interior e órgãos da Frelimo locais e a nível central denunciava  que “após a sua cessação de funções este [Pio Matos] prometeu ao MANUEL DE ARAÚJO um apoio incondicional, inclusive passou toda informação e estratégia do processo eleitoral do Partido Frelimo, o mesmo disse ao candidato do MDM, que o segredo da vitória na Autarquia de Quelimane é com base no dinheiro, não só para denegrir a imagem do Partido Frelimo criou um grupo teatral denominado por “Relâmpago”, cuja estratégia foi aproveitada pela oposição, chegando o ponto de convencer aos Vereadores, Secretários de Zonas e alguns membros da Assembleia Municipal para agirem a favor do MDM durante a campanha eleitoral”.

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Contra esses factos, na Frelimo Zambézia cogita-se fervorosamente dois nomes para cabeças de lista do partido à candidato ao cargo de governador da província da Zambézia em eleições a realizarem-se em Outubro próximo, Hélder Injojo, actualmente deputado da Assembleia da Republica e Pio Matos ex-edil de Quelimane, o último sendo o preferido nas hostes da liderança do cinquentenário.

Ao Jornal Txopela e a Rádio Chuabo FM, Pio Matos diz que está disposto em governar à Zambézia pelas mãos da Frelimo. Nestes termos, há necessidade de questionar, a Frelimo trará um corrupto e doente mental para o jogo político? A ironia do destino…