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Trabalhadores da Pacific International maltratados em Quelimane

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Os trabalhadores da Pacific International em Quelimane, uma empresa gerenciada por cidadãos de origem asiática, dedicada ao fabrico de carteiras escolares e outros mobiliários, dizem estar a sofrer maus tratos da entidade patronal.

O facto alia-se a falta de equipamentos de trabalho para o exercício das suas actividades e falta de higiene dos cidadãos de origem asiática que lá moram. Além da falta de equipamentos adequados de trabalho no seu dia-a-dia, dizem estar sem salário a três meses.

Paulino Jorge, um dos trabalhadores que falou a nossa Reportagem que trabalha naquela empresa a dezasseis anos, disse que a cada ano que passa, a empresa vai de mal para o pior, devido a falta de seriedade por parte dos gestores da empresa.

Para Paulino Jorge, o mais preocupante é que as latrinas estão deterioradas e os cidadãos de origem asiática que moram no andar de cima, defecam pelas paredes, acabando assim por inundar o refeitório dos funcionários de fezes.

“Tínhamos um patrão Chinês que nos disse que vendeu a empresa. Desde lá até então, somos apresentados varias pessoas que dizem ser donos da empresa. O mais terrível é que os chineses que aqui ficaram, defecam nas paredes e inundam nosso refeitório de fezes”- realçou.

Outro trabalhador que se identificou por Petross, que desempenha função de carpinteiro naquela empresa, lamenta o facto de ver seus direitos violados mas por não possuir outras saídas continua na empresa.

No entender de Petross, o silêncio da Direcção Provincial do Trabalho, Emprego e Segurança Social da Zambézia, remete aos trabalhadores questões de cumplicidade entre as duas entidades, uma vez que remeteram inúmeras cartas sem resposta.

Petross, disse ainda que muitos são os trabalhadores que foram expulsos por exigir seus direitos na empresa Pacific International em Quelimane.

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“O nosso dirigente chinês vive lá em cima. A casa de banho já entupiu, todas fezes ficam em baixo como conseguem ver. Nós almoçamos e sentamos ai mesmo. Quer dizer que temos que trabalhar e viver com fezes como estão a ver. Nós vivemos com ameaças de expulsão”- afirmou Petross, acrescentando ainda que, maior parte dos trabalhadores estão sem vínculo contratual.

Refira-se que, é mais um caso de maus tratos e falta de ordenados de trabalhadores das empresas dirigidas por cidadãos de origem asiática, sob olhar sereno da Direcção Provincial do Trabalho, Emprego e Segurança Social da Zambézia.

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