Projectos de gás natural do Rovuma multiplicam crescimento

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O sector energético esteve em destaque no Fórum de Negócios Portugal-Moçambique, que se realizou dia 3 de Julho em Lisboa, com a presença do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, e do Primeiro Ministro português, António Costa. O Presidente da República sublinhou a importância do arranque dos grandes projectos de desenvolvimento das reservas de gás natural na região de Cabo Delgado, em que a Galp é parceira, que, no seu conjunto, são o maior investimento alguma vez efectuado no continente africano. “O nosso país tem um futuro promissor, pois, apesar das adversidades,” disse, referindo-se aos Ciclones Idai e Kenneth, “a economia continua a crescer a bons níveis”.

António Costa considerou que os próximos anos, “serão anos sobretudo de promessas e oportunidade, com o desenvolvimento de grandes projectos de gás natural e maior integração regional, para acelerar o crescimento da economia moçambicana”. O primeiro ministro português destacou o papel que empresas portuguesas têm desempenhado neste processo, como é o caso da Galp, e salientou que “Portugal possui um posicionamento geográfico e infraestruturas para poder constituir-se como plataforma para o trânsito de produtos energéticos para a Europa”.

No painel sobre as oportunidades no sector energético, Paulo Varela, CEO da Galp Moçambique, referiu os mais de 60 anos a presença da Galp em Moçambique, inicialmente na distribuição de produtos petrolíferos, hoje também como parceiro incontornável do projeto da Área 4, na Bacia do Rovuma, bem como no desenvolvimento da sociedade moçambicana, promovendo inúmeros projectos de responsabilidade social nas áreas de educação e energias renováveis, falando também no impulso que os projectos de investimento nas comunidades darão à economia moçambicana. Paulo Varela referiu “as oportunidades que serão criadas para as empresas nacionais, quer portuguesas, como moçambicanas”. O gestor alertou para a necessidade de apostas no desenvolvimento de infraestruturas; na formação técnica das pessoas; na participação local; e numa gestão ambiental adequada.