SRI LANKA: QUANDO SE MATA EM NOME DA RELIGIÃO

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“Os autores do ataque que visou cristãos e cidadãos dos países da coligação (liderada pelos Estados Unidos da América e composta por 75 países), são militantes do grupo jihadista Estado Islâmico.” Extracto do Comunicado difundido pela agência Amaq do Daesh.

Era Domingo de Pascoa, 21 de Abril de 2019, dia em que a comunidade crista espalhada pelo mundo celebra a ressurreição de Jesus Cristo, quando os primeiros estrondos de bomba começaram a rebentar nas proximidades de hotéis e igrejas. O Sri Lanka, um país multicultural, onde a religião dominante é o budismo professada por mais de 70% da sua população. Para além do budismo, há outras religiões de entre as quais o islamismo e o cristianismo.

As primeiras informações, ate ao final da tarde de Pascoa davam conta de 200 mortos e duas centenas de feridos em consequência de sete explosões.

Seguiram – se mais outras seis explosões e os alvos foram quatro hotéis de luxo e três igrejas. Onde decorriam as celebrações da missa da Pascoa.

De acordo com o ultimo balanço das autoridades (esta terça – feira), pelo menos 321 pessoas morreram e mais de 500 sofreram diversos ferimentos em consequência dos atentados.

Pese embora as autoridades do Sri Lanka acreditem que os ataques terão sido perpetrados por militantes do grupo National Thowheed Jamath, com apoio de outras formações jihadistas espalhadas pelo mundo.

A justificacao do Daesh é a de que os atentados visaram retaliar pelo massacre de 50 muçulmanos em Março último, numa Mesquita na Nova Zelândia.

A religião ensina o amor ao próximo, ensina os sentimentos de ternura, de fraternidade e não de ódio.

Tenho ouvido recorrentemente sobra a existência de guerra santa, mas nunca encontrei as razões para chamar uma guerra santa quando a essência da mesma é ceifar vidas inocentes em nome da religião.

Tanto o islamismo bem como o cristianismo não ensinam a matar em nome da religião, a Bíblia e o Corão são disso exemplo, em nenhuma passagem desses livros sagrados se ensina o fel como forma de responder a uma provocação e muito menos o recurso ao assassinato em massa para justificar a morte. Mas em Sri Lanka, acredita – se que as mortes em consequência dos múltiplos atentados que resultaram na morte de inocentes, ocorreram em nome da religião.

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