Soneto de amor a uma machangana

em CULTURA por

Ode a unidade Nacional

Eu gosto de comer quiabo

E ela gosta é de comer cacana

Eu sou do centro, sou machuabo

Ela é do sul, é maxangana

Pra lhe casar é preciso lobolo e chiguiane

São coisas que não tenho lá em Quelimane

Ela não sabe dançar nhambarro

Muito menos fazer mucapata na panela de barro,

(Mas dança marrabenta feito uma diva e é chefe ao cozinhar tokosado.)

Mas que importa se somos os dois africanos

Que importa se ambos somos moçambicanos

A origem entre nós é um detalhe banal

As nossas diferenças nos tornam mais unidos e fortes

Aprenderemos um do outro e viveremos até a morte

Pois o nosso amor é uma saudação a unidade Nacional.

Leia:  BIM apoia a reconstrução da Feira de Actividades Económicas em Quelimane