RECENSEAMENTO ELEITORAL NA ZAMBÉZIA: Renamo denúncia irregularidades

em DESTAQUES/ELEIÇÕES GERAIS DE 2019 por

A Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), em Quelimane província central da Zambézia, denuncia irregularidades eleitorais, desde avarias constantes do “mobile ID”, falta de combustíveis para os geradores que por muitas vezes contribui para uma inercia total nas filas.

Além das irregularidades acima mencionadas, a RENAMO disse tratar-se de uma situação propositada por parte do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), com objectivos claros de favorecer o partido FRELIMO, uma estratégia que segundo explicam tem em vista diminuir a representação da província na Assembleia da República e desfavorecer as zonas onde a Renamo é favorita.

A denuncia, foi manifesta esta quinta-feira (18) em Quelimane, pelo Mandatário do Partido RENAMO em Quelimane, Almeida Supinho, em entrevista exclusiva ao Jornal Txopela e a Rádio Chuabo FM.

Almeida Supinho, afirma que para além de abrir fora do horário estabelecido, a Escola Primária Completa de Quelimane, a máquina alocada não admitia novos eleitores.

A falta de energia e dísticos nos postos de recenseamento eleitoral são as preocupações que o partido RENAMO apresenta como sendo manchas negras no arranque do processo eleitoral.

“Nos dias 15 e 16, fomos para o Aeroporto e bairro Sampene, também fomos encontrar um local não identificado, isto é, não havia dísticos. Dentro destes dias que aqui mencionei tiveram zero eleitores. Esta é uma acção propositada pelo STAE” – realçou.

De entre os locais onde as máquinas do STAE encontram-se inoperacionais, o destaque vai para EPC 7 de abril Cololo e EPC 17 de Setembro que regista maior afluência de cidadãos  nas primeiras horas da manhã.

Segundo Almeida Supinho, diante de inúmeras ilegalidades eleitorais espera-se maior número de abstenções nas eleições que se avizinham.

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Por seu turno, Álvaro Salema, outro membro do partido RENAMO em Quelimane, disse que maior parte dos brigadistas devolvem eleitores, sustentando-se que não tem direito de actualizar os cartões.

Para além de não actualizar os cartões, Álvaro Salema, afirma que, no acto de recepção dos cartões de eleitores não actualizados, os mesmos armazenam ao invés de destruir.

“Na actualiazação dos cartões, os brigadistas quando recebem os cartões do ano passado, ao entregar o novo cartão, não destroem o antigo cartão, armazenam na caixa, facto que contradiz com as normas eleitorais” – afirmou.

Álvaro Salema, disse ainda que, maior parte das irregularidades eleitorais verificados nos primeiros dias do processo, é uma armadilha para garantir a vitória fraudulenta da FRELIMO.