LUGELA: Professores acordam as 5 horas para efectuar limpeza na residência da Administradora

em DESTAQUES/POLITICA por

A administração do distrito de Lugela na província da Zambézia, continua a violar à lei e a se posicionar como um governo autoritário, depois de recentemente ter chancelado cobranças coercivas de valores monetários aos professores afectos em quase todas as escolas primárias e secundárias no distrito, em apoio as vítimas do ciclone IDAI. Em uma circular na posse do Jornal Txopela datada de 05 de Abril de 2019, emitida e assinada com o punho do Secretario Permanente distrital, Manuel Agostinho, obriga a todos os funcionários públicos a participarem de uma “jornada de limpeza agendada para o dia 11 de Abril” com o inicio às 5 horas e acrescenta que os funcionários deverão ser “portadores de enxadas, capinadeiras e ancinhos”.

O documento colocado à circular através das redes sociais e que o Jornal Txopela confirmou autenticidade, está a ser largamente contestado por obrigar aos funcionários a procederem uma limpeza “em frente à residência oficial da Administradora” Maria Carlota Tomas de Melo Guitombe.

A orientação prevê sanções não especificadas, na missiva do governo de Lugela, no último paragrafo determina que a “directora da escola [Secundaria Geral de Lugela] é responsável em controlar à participação dos funcionários”.

Os funcionários públicos abrangidos pela medida em contacto com o Jornal Txopela lamentam à posição do Governo e classificam de injusta e com tendência à “autoritarismo doentio”. Há forte convicção por parte dos professores da Escola Secundaria Geral de Lugela de que à medida é uma punição contra os docentes que denunciaram cobranças obrigatórias de dinheiro para o apoio as calamidades, assunto publicado por este Jornal.

Leia:  Talho e oficina dividiam o mesmo espaço em Quelimane