Lixeira municipal: A cobra que pode envenenar os munícipes de Quelimane

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A lixeira municipal na entrada da cidade de Quelimane, para quem chega por via terrestre, está a perigar a vida de quem por aquela zona habita, uma vez que a cidade cresceu e o local tornou-se numa zona residencial.

Em época chuvosa, a lixeira tem se transformado numa imundice, criando moscas que tem invadido as casas mais próximas da lixeira municipal.

Para perceber a qualidade de vida das pessoas que ali moram, O Jornal Txopela conversou com alguns moradores, que afirmaram estarem a viver momentos de pesadelos assombrosos, uma vez que o lixo ali depositado, não é seleccionado, o que quer dizer que as pessoas estão expostas a todo tipo de resíduos.

Hamurabi  Alberto Falso, morador do bairro Floresta B, próximo da referida lixeira, que vive os efeitos directos, acredita que existe um problema de ordenamento, que definisse os locais para a deposição de vários tipos de lixo. Hamurabi acredita também que falta nos munícipes o conhecimento sobre a democracia, no que diz respeito a exigência.

“Os munícipes não sabem exigir dos governantes por eles eleitos, para cumprirem e servirem ao povo e a sociedade civil em Moçambique, desconhece qual é o seu papel”. Rematou

Para Hortênsia Agostinho, directora da Empresa Municipal de Saneamento (EMUSA), não existe lixo na cidade de Quelimane que periga a vida dos munícipes.

“Logo que pararam as chuvas, enviamos uma máquina niveladora para a lixeira municipal, onde afastou o lixo para o interior e agora os camiões de recolha, já vão mais ao fundo”. Disse Hortênsia.

De referir que a cidade de Quelimane produz acima de 40 toneladas diárias de lixo e existe uma inércia total na recolha de resíduos, pelas artérias da cidade.