Quando um governo se ofusca na insignificância

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Seletismo, minimalismo, seria até simplismo autêntico para descrever o quão este governo é totalmente insignificante, aos olhos daqueles que o elegeram.

Um governo composto por canibais, em fim abutres, que esperam a qualquer custo o sangrar de alguém, para com a rigidez bicuda, poder devorar a presa, alias, o perecido.

Hoje Moçambique, o nosso Moçambique vive um cataclismo e eu me questiono, estes abutres enfiados no governo são moçambicanos?

Como é que um governo que se preze actua três dias depois e decreta estado de emergência seis dias depois?

Quando o meu amigo Zito Ossumane escreveu “Nyusi: um presidente insensível”, alguns dos bajuladores do contexto o condenaram.

Desculpem-me a ignorância. Mas a que nome se atribui a um pai que festeja na casa vizinha, quando os seus filhos tem as panelas de ferias? Sinceramente, esta situação se parece com o episódio o pai come cinzas.

Como é que alguém, que na tomada de posse diz que o povo é seu patrão e abandona os patrões na agonia, para dar um sambinha na casa vizinha?

Senhor empregado, os patrões estão atentos e prontos para o escorraça-lo.

Senhor empregado, como é, que mesmos estando informado sobre estes acontecimentos, não foi capaz de fazer um compasso de espera para acarinhar os seus patrões?

Senhor empregado, o elenco de mordomos que por si foi criado, onde estavam na sua ausência? Os patrões na agonia, a classe de mordomos estava em grandes mansões, desfrutando das bebidas e bons petiscos, tudo isso comprado com o dinheiro dos patrões?

Ai é onde paira a insensibilidade do empregado grande da nação. Senhor empregado, quando o patrão quiser, te tira do céu e te deita no chão.

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O patrão está muito cansado de desculpas esfarrapadas, vindas de indivíduos que ultrajam o bem-estar dos patrões, em benefícios próprios. Os moçambicanos, estes verdadeiros patrões, diante do IDAI, mostraram estarem unidos, sem distinção, de raça, cor ou etnia e isso nosso empregado, é muito perigoso para quem deveria servir e não o fez.

Um dia, os moçambicanos gritarão em coro: nós matamos o cão tinhoso e isso senhor Presidente ou empregado, vai ser de verdade.