Policiais assassinam cidadão em Quelimane

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Um grupo de três policiais que faziam ronda noturna esta quarta-feira (14) em Quelimane, na unidade residencial de Icidua, assassinou um jovem negociante de aparentemente 18 anos de idade, que se dedicava a venda de moluscos, vulgarmente conhecidos por todhué.

Segundo cidadãos entrevistados pelo Jornal Txopela, tudo acontece no período das 22 horas quando a vítima em companhia do seu colega dirigia se ao mercado, onde pretendiam comprar alimentos para o jantar, dado que acabavam de chegar na cidade de Quelimane, local onde exercem suas actividades dia após dia.

Saide Momaleia, explica que o jovem ora assassinado, residente de Inhassunge, acabava de chegar na capital da província da Zambézia, com o objectivo de comercializar moluscos, que tem sido sua actividade de renda diária. Uma vez tarde, decidiu dirigir-se ao mercado na companhia de um amigo para a compra do seu jantar, onde foram interpelados por um grupo de três policiais que faziam ronda noturna.

Segundo o nosso entrevistado conta, os Agentes da Polícia teriam interpelado os dois onde exigiram lhes bilhetes de identidade, não tendo apresentado, obrigaram a entregar um valor de 100 meticais cada. De seguida, começaram a espancar o jovem, agressões que culminaram com o seu afogamento no Rio Chipaca.

Saide Momaleia, testemunha entrevistado pela nossa reportagem afirma que tem sido recorrente, violações de policias contra cidadãos civis naquele local, facto que tem sido motivo de preocupação.

‘‘A situação aqui tem sido recorrente. Os policiais aqui não respeitam ninguém. Mesmo quando nos batem nos não temos onde queixar, porque na esquadra estão la seus colegas que podem vir a bater nos mesmo com nossas razoes’’- afirmou.

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Orlando Eliseu, dá outro testemunho, diz que a polícia agiu de ma fé perante a vítima indefesa, que não representava perigo algum. Aventa a hipótese de tratar-se de Agentes da polícia famintos que se escondem por de trás das fardas para amedrontar e extorquir a população. Conta ainda que na semana última, um grupo de agentes da PRM, agrediram e espancaram brutalmente um grupo de pescadores e saquearam seus produtos sem explicações.

‘‘Isso nos preocupa bastante. Aos envés de ser a polícia a proteger nos é a mesma que nos rouba, maltrata e até mata. Em quem vamos confiar?’’-lamentou Orlando Eliseu, lançando um grito de socorro.