LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

Os dias mais negros da história da Beira

Os dias mais negros da história da Beira

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Tudo o que se sabe sobre os dias mais negros da história da Beira.

Não há registo na história recente do Pais da ocorrência de um desastre natural desta magnitude, e que abalou as estruturas físicas e emocionais dos Beirenses e do Pais no seu todo.

É um desastre nacional de proporções bíblicas, inigualável. Beira quase desapareceu pela força e forma violenta com que o ciclone tropical idai a fustigou.

“A cidade da Beira está completamente destruída” ̶ depoimento de um funcionário da empresa Eletricidade de Moçambique que dilacera qualquer coração humano.

A cidade continua as escuras e pelos cálculos dos técnicos, o apagão deverá manter-se por 15 dias, dado que muitos postes, PTs e cabos estão totalmente destruídos apurou o Jornal Txopela.

Diversas infraestruturas estão total ou parcialmente destruídas com destaque para o Hospital Central da Beira que ficou sem cobertura. As barreiras entre a praia do Estoril e as residências ruíram e com a maré alta existem altas possibilidades de as águas do mar invadirem a cidade.

É um cenário desolador, as ruas e avenidas da capital de Sofala estão intransitáveis para peões e viaturas pela queda de arvores, postes de energia e telhados dos edifícios. As casas construídas com material precário desabaram e as pessoas estão ao relento.

Há dezenas de mortos, para já não há um número total, é difícil contabilizar dada a dificuldade na transitabilidade e comunicação por telemóvel há um blackout nas redes de telefonia desde a noite de quinta-feira,14 de março.

Edifícios públicos e privados estão largamente afectados, uma destruição apocalíptica e sem precedentes na história recente da Beira, circunscrição geográfica com cerca de meio milhão de habitantes em Moçambique. O município da Beira, centro do Pais, está totalmente desolado, em ruína e submerso.

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