O lixo em Quelimane e as mentiras de Hortência Agostinho

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“Não se podia movimentar os camiões por causa das chuvas. Na lixeira, lá no padeiro, estava tudo inundado. Além disso, todos os camiões estavam em manutenção enquanto o lixo estava a se acumular” são as palavras que a Directora da Empresa Municipal de Saneamento (EMUSA), Hortência Agostinho elegeu para justificar o facto de à cidade de Quelimane ter sido assaltada por lixo em 18 dias.

O Jornal Txopela apurou de fontes da empresa que algumas viaturas de facto estavam em manutenção, mas não era toda a frota. O argumento de que o local de deposito do lixo estava inundado é incongruente e é desmentido pelos munícipes que falaram ao nosso jornal e que residem nas imediações da aludida lixeira municipal.

Nesta terça-feira (26 de março de 2019) Hortência Agostinho, disse ao Jornal Txopela que uma equipe iria trabalhar “vinte e quatro sob vinte e quatro horas para remover o lixo” que tem vindo a invadir ruas, avenidas e residências da cidade de Quelimane. Outra promessa não cumprida, até as 22 horas de ontem toda a frota de remoção de resíduos sólidos em Quelimane estava parqueada na empresa municipal de saneamento, a reportagem do Jornal Txopela verificou in loco.

É de resto um caso para um estudo aprofundado. Não é a primeira vez que Hortência Agostinho falta com a palavra.  

A Directora da Empresa Municipal de Saneamento, confirma que os funcionários e os meios estiveram por 18 longos dias em hibernação. Questionada sobre a falta de combustível, factor que segundo fontes do nosso jornal, condicionou o normal funcionamento da empresa e a consequente recolha do lixo, Hortência Agostinho, disse existir dinheiro suficiente para abastecer os camiões e promete mais “os carros todos estão a funcionar inclusive o tractor, até domingo (31) vamos acabar com o lixo na cidade de Quelimane”.