LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

Manuel de Araújo terá de dividir o tacho com a RENAMO, não tem escolha!

em DESTAQUES/EDITORIAL por

A vez da Renamo mamar em Quelimane

Há uma nova narrativa a ser desenhada em Quelimane, e que pode levar Manuel de Araújo fora do poder. É uma possibilidade, por isso este artigo é assinado na categoria opinião, se fosse um dado adquirido estaria estampado na primeira página deste semanário regional.

A sociedade moçambicana a pouco e pouco distanciou-se da política; prefere deixar que outros decidam, argumentando que os políticos são todos iguais, o que querem é tacho…

E ao que parece, vou me inclinado a esse pensamento também.

A cúpula da Renamo em Quelimane exige que, os seus membros ocupem lugares cimeiros na administração do Conselho Autárquico de Quelimane, ao detalhe: A Renamo quer todos os 8 postos de vereadores sendo comandados por membros daquela formação política, na mesma senda exige que Araújo nomeie para directores e chefes de departamentos e sectores respectivamente, também membros seus. E qual é a realidade actual?

Há uma heterogeneidade, membros da Frelimo a dirigir departamentos, membros do MDM administrando vereações, e técnicos apartidários competentes também em lugares cimeiros na gestão da Autarquia. Tudo bonito, mas no campo político as regras não são bem essas…

Ao que se sabe, Manuel de Araújo foi convocado umas contáveis vezes, para reuniões com membros seniores da RENAMO oriundos de Maputo com uma missão cirúrgica, dar aulas ao Araújo. Sabendo ou não das intenções o edil de Quelimane gazetou e enviou representantes que foram amplamente enxovalhados.

Ora, com a nova lei das autarquias que regula o processo eleitoral e a gestão da máquina administrativa municipal, fica claro que se Araújo quer continuar a dirigir Quelimane deve dividir o tacho com os demais membros da Renamo ou será afastado, a avaliar pelo nível de crispação que começa a surgir.

Leia:  Desenvolvimento agrário em Moçambique: AGRA exige pragmatismo a parceiros

Há quem concepctualize a política fundando-a na dicotomia amigo-inimigo. A política faz-se de escolhas e dos confrontos por elas suscitados, a política faz-se de gestão táctica e estratégica das relações de forças, a política é sempre tensão, mesmo quando há cooperação. Na política assim vista, a amizade é um engano, uma fraqueza, um acaso.

Dito isto, Manuel de Araújo terá de dividir o tacho, não tem escolha se quiser continuar a dirigir o município de Quelimane.

Translate »
Ir para topo
WhatsApp chat