LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

Indústria de bolachas em Quelimane maltrata funcionários

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Os funcionários de Saborosos indústria, uma fábrica de bolachas em Quelimane, acusam a direcção daquela empresa, de praticar maus tratos e abuso de poder, facto que leva até a expulsão arbitrária dos funcionários.

Além de maus tratos e abuso de poder, os funcionários clamam por equipamentos adequados e flexibilização em relação ao salário atrasado, outro motivo de preocupação.

O facto, foi tornado público esta quarta-feira (13) em Quelimane, pelos trabalhadores que decidiram falar em anonimato ao Semanário Txopela por temer represálias da entidade patronal.

A empresa de fabrico de bolachas que é dirigida por cidadãos de origem asiática e que usa a mão-de-obra de cidadãos moçambicanos, está localizada no bairro Mapiazua em Quelimane.

Em entrevista ao Semanário Txopela, os trabalhadores explicam que o olhar impávido da entidade patronal mostra irresponsabilidade uma vez que coloca em risco a saúde dos trabalhadores da empresa.

Os funcionários que declinaram ser identificados, afirmam que em comunhão com os colegas remeteram uma carta à Inspecção Nacional de Actividades Económicas da Zambézia, para reverter a situação, que foi multiplicado por zero.

“Estamos preocupados com o silêncio da Inspecção Nacional de Actividades Económicas da Zambézia porque já remetemos uma carta a denunciar os maus tratos protagonizado por estes chineses mas nada fizeram. Aqui trabalhamos sem equipamentos adequados e com estes químicos que usamos dia-a-dia para o fabrico de bolachas vão acabar por nos matar”-lamentou funcionário anónimo 01.

Disseram ainda, estarem preocupados com expulsões de funcionários da Fabrica Saborosos Industria sem motivos palpáveis, como é o caso de 20 funcionários expulsos na semana última.

“A empresa dispensou mais de 20 trabalhadores, alegando que eram férias de 2 meses. Assim estamos com medo de sermos expulsos”.

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Os nossos interlocutores, fizeram saber que aquela empresa sob gestão de cidadãos de origem asiática, está a treinar outra equipa de forma clandestina sem o conhecimento dos antigos funcionários da empresa.

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