LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

Funcionários da Ceta em Quelimane sem salários a 5 meses

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Os funcionários da Ceta, empresa de engenharia e construção em Quelimane, estão sem salário desde o mês de Agosto do ano 2018, facto que lhes levou a paralisar os trabalhos com objectivo de forçar a entidade patronal a efectuar o pagamento dos seus ordenados.
Além da falta de salário, os mesmos clamam por equipamentos adequados para o exercício de suas actividades naquela empresa, facto que coloca em risco suas vidas.
Segundo funcionários entrevistados pelo Semanário Txopela, a empresa expulsou cerca de quinze outros funcionários na semana passada, que protagonizaram uma greve em revindicação dos seus vencimentos.
Com objectivo de ver seus direitos cumpridos, os funcionários dirigiram-se na manha desta quarta-feira, a Direcção Provincial do Trabalho onde foram prometidos a solução imediata do problema, num período de cinco dias.
Emílio Caetano, funcionário da empresa Ceta, disse ser preocupante a situação, uma vez que aquele posto de trabalho servia de sustento familiar. Refere ser um assunto que tem sido recorrente na empresa, o que tem sido motivo de expulsão de muitos funcionários quando exigem os seus direitos.
O nosso entrevistado, afirma ainda que os mesmos, sobrevivem através de dívidas que contraem, que em algum momento chegam a apreender seus bens face a demora no pagamento.
“Estamos a cinco meses sem salário. Quando exigimos, eles falam que estão a processar o salário e nunca chega. Estamos parados até que eles digam qualquer coisa em relação ao salário”-afirmou.
Por seu turno, o Secretario Sindical dos trabalhadores da empresa Ceta, Amisse Armando, disse ser difícil negociar com a empresa.
Amisse Armando, afirma que a empresa intimida os funcionários com demissões recorrentes e sem motivos palpáveis. A título de exemplo, cita os quinze funcionários que foram remunerados e expulsos devido a última greve relacionado ao mesmo problema.
“Neste momento já não sei o que fazer porque já tentamos negociar várias vezes com a empresa e sempre a resposta é: Aguentem mais um pouco. Assim estamos a reivindicar salários de Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro do ano passado, fora de Janeiro e Fevereiro do ano em curso”-realçou Amisse Armando.
O Secretario Sindical dos trabalhadores da empresa Ceta, disse que o grupo de trabalhadores esta disposto a ser sacrificado por exigir o que a empresa deve.
Até ao término desta edição, tentamos sem sucesso ouvir a empresa implicada.

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