Depois do “burro” morto

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Já diz o velho adagio popular “mais vale tarde do que nunca”. Após uma chuva de criticas ao Presidente da República, Filipe Nyusi, sobre a sua opção em deslocar-se à Suazilândia (Reino de Eswatini) em detrimento do centro de Moçambique, zona largamente afectada pelo ciclone idai e chuvas fortes que tem vindo a arrasar cidadelas. O mais alto magistrado da nação, ponderou a sua decisão e percorreu Sofala e Zambézia numa aeronave da Força Aérea moçambicana para aferir in loco o trabalho das instituições do Estado, deixou recomendações claras sobre as prioridades do Governo nesta época de calamidades naturais. E fez mais, confortou aos moçambicanos consternados, garantido que tudo fará junto de parceiros para repor o país à normalidade. Pediu ponderação de todos, e regressou à Maputo de onde se espera comandar o Governo para a rápida solução dos prejuízos causados. É a narrativa mais aproximada da verdade, talvez, mas foi assim que consegui captar enquanto cidadão os últimos acontecimentos sobre este assunto.

Com varias perguntas entaladas a garganta, fica também uma reflexão, ninguém é perfeito, incluindo o Presidente Filipe Nyusi. A coragem de reconsiderar a sua decisão e enviar o polêmico ministro, José Pacheco ao Reino de Eswatini para o substituir na agenda de estreitamento de relações de cooperação, revelou o seu cometimento com opiniões diversas e sobretudo, mandou uma mensagem clara de como os servidores devem agir, não há estrutura de poder acima do povo em Moçambique!

Mas não nos esqueçamos, numa altura em que mais precisamos de um Presidente neste país, nós fomos a ultima escolha do “empregado” do povo moçambicano. Filipe Nyusi preferiu abandonar-nos e só regressou depois do “burro” morto.

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