Cartão de visita de Quelimane “marginalizado”

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Soa a ironia, mas não é. A avenida emblemática da capital provincial da Zambézia, Quelimane, que outrora foi tido como espaço nobre de lazer e descontração entre amigos e familiares, tornou-se num parque de autentica imundice e perigo de vida aos seus utilizadores.

A edilidade com o seu olhar impávido e sereno chancela o mau uso, e autoriza de forma tácita que munícipes desprovidos de boas maneiras, depositem garrafas, plásticos e outro tipo de material nocivo ao meio ambiente ao rio Bons Sinais. Reza a historia que foi aqui onde atracou o navio de Vasco da Gama a caminho da índia.

Nem este detalhe histórico faz acordar a vereação de morfeus da autarquia de Quelimane. A 7 e longos anos que a avenida marginal não beneficia de nenhuma reabilitação de vulto para conferir dignidade aos seus utilizadores.

O Jornal Txopela ouviu Silvério Cipriano Director de Edifícios em exercício no Conselho Autárquico de Quelimane, este afirma que o Governo Municipal não tem previsão para a requalificação daquele espaço, os munícipes clamam pela intervenção.

“É um trabalho de grande estatura que precisa uma engenharia também de grande estatura, nesse momento não temos datas, nem previsão e também estamos sem orçamento para o inicio de reabilitação” – Chancelou.

Silvério Cipriano avança que a degradação do murro deve-se a erosão criada pelas águas do rio que tem arrastado a areia para o mar.

 

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