Os pecados de Manuel de Araújo

em OPINIÃO por

Por: António De Almeida

“O que me preocupa não é a acção dos maus, mas é o silêncio dos bons”

Martin Luther King

Ser bom e ter amor a sua terra na sociedade moçambicana é um grande despautério para os corruptos e ladroes desta pátria que gritam ser amada.

Assistimos todos, o Tribunal Administrativo (TA), a por em decadência o desenvolvimento da cidade de Quelimane, que havia parado no tempo, porque procurar argumentos sórdidos para a perda de mandato de Manuel de Araújo, é numa conjuntura assinar para o retrocesso da terra Chuabo e consequentemente, para a queda definitiva da Zambézia.

Manuel de Araújo tirou Quelimane do anonimato e em pouco tempo, Quelimane tornou-se o centro das atenções para os próprios munícipes, para a Zambézia, para Moçambique e quiçá para os quatro cantos do planeta terra.

Em pouco tempo na governação municipal, Araújo promoveu mais palestras de diversos temas, que as universidades no seu todo e isso abriu a cachimónia dos quelimanenses, o que não é nada agradável e nem confortável para os detentores de Nachiguea, que em quarenta anos no poder, só conseguiram hipotecar o país com as dívidas ocultas.

Araújo contribuiu grandemente para que os munícipes de Quelimane tivessem os conceitos mais elementares da democracia, criou a cultura de leitura institucional dentro do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane. Tornou-se num grande professor e isso tocou a ferida dos gananciosos.

Para os “Gatunos”, era muito bom que o povo continuasse tapado e Araújo disse não para os Zambezianos. Será isso um pecado?

Vamos aos pecados cometidos por MA

Depois de cinquenta anos, Quelimane voltou a ter semáforos trazidos por MA.

Sete anos no poder, fez muito mais que os que ficaram quarenta anos.

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Regularizou a situação de segurança social de funcionários que estavam a ser descontados desde 1087.

Controlo directo das receitas, com a criação de um banco interno, em que os depósitos são feitos sem precisar se deslocar ao banco, bloqueando assim as aves der rapinas.

Mas o que mais doeu ao “Pôncio e Pilatos?”

Alcatrão no Brandão, 17 de Setembro, Sangariveira, Lixo-Coalane e Sampene.

Depois de terem usurpado a biblioteca municipal, MA, lutou para construir outras bibliotecas e fê-lo com dedicação, deixando para trás uma biblioteca em ruínas e apetrechando as noviças.

Pavimentação de algumas vias que eram intransitáveis em época chuvosa.

Entrou no Nhangome e Evagalane e disse a esses munícipes que eles também eram quelimanenses.

Mas o tiro a queima-roupa foi quando o Araújo fez o lançamento da pedra, para a construção de uma escola em Evagalane. Este ponto iremos ilustrar para o nosso caro leitor perceber, em que condições se estudavam ali, há quarenta anos.

São destas e outras coisas, que surgiram os Judas, Herodes, Pôncio e Pilatos, venderam, julgaram e crucificaram o Emanuel de Quelimane, no dia 21 de Janeiro de 2019, perante o silêncio dos bons ou cobardes?

Mano Mané, quem faz o bem, ganha o Inferno. Estaremos juntos no dia oito de Fevereiro para a tua ressurreição.