LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

Mãe e filha assassinadas na Zambézia

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Indivíduos desconhecidos ainda a monte assassinaram duas pessoas no Bairro da Zona Verde no distrito Mopeia na província central da Zambézia, na passada quarta-feira (07 de Novembro de 2018).

O facto foi descoberto na madrugada de quinta-feira, quando um dos filhos fez-se à residência e viu a mãe e irmã mais nova sem sinais vitais.

O pai que encontra-se doente, mudo e paralitico, foi o único que saiu ileso da situação na noite do incidente.

Manuel Nota, filho e irmão mais velho das vitimas, conta-nos que na altura do acontecimento encontrava-se na casa do seu amigo onde tem passado as noites e na madrugada do dia seguinte apercebendo-se da situação, de imediato procurou pelas autoridades competentes.

“Quando o caso aconteceu eu estava na casa do meu amigo onde tenho passado a noite. Logo que cheguei, encontrei minhã irma e minha mãe amarradas no pescoço com uma corda sem vida”-afirmou.

Nota, diz não encontrar possibilidade de ter havido problemas com algum familiar ou vizinhos que motive a bárbara morte de sua mãe e irmã.

Mesmo assim, pressupõe ter sido dois indivíduos cuja a identidade é ainda desconhecidas que arrombaram a porta e introduziram-se na residência munidos de um ferro, martelo, pau e cordas para acabar com a vida das duas senhoras.

O Secretário do Bairro Zona Verde José Raposo, diz que apos ter sido chamado pelo filho e irmão das vitimas dirigiu-se ao local onde encontrou as duas amarradas por cordas no pescoço das mesmas.

O Director Distrital dos Serviços de Investigação Criminal (SERNIC) Carimo Mainghe, diz estar a trabalhar na matéria no sentido de descobrir as possíveis razões e os respectivos infractores da lei de direito à vida.

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Mainghe, refere tratar-se de ajuste de contas relacionados à superstição uma vez que é habito da maioria das famílias de Mopeia quando têm discórdias em algum caso social optarem por essa via.

“Este é um caso familiar porque a população de Mopeia quando tem um assunto social mal parado e principalmente quando se trata de casos de feitiçaria tem tendência de optar por essa via”-disse Mainghe acrescentando que não se trata do primeiro caso naquele distrito.

Por seu turno o responsável do Banco de Socorros do Hospital Rural de Mopeia Abel Nticua, confirma ter sido violência física se olhar pelo estado dos corpos no local.

Entretanto, o Chefe da Localidade Mopeia-Sede Manuel Gamunga, em entrevista à nossa Reportagem, deixou apelos aos Secretários dos Bairros para maior vigilância das suas comunidades por forma que não hajam mais acontecimentos do gênero.

O mais agravante nessa história, é que de entre as vítimas, a jovem deixa criança seis meses de vida facto que mexeu com a sensibilidade da nossa equipe de reportagem a chamar atenção da repartição de Ação Social para sua intervenção uma vez que a partir de já a menor não terá como sobreviver sem o leite materno.

Refira-se que aquele é o sétimo caso que se regista desde o ano 2001 a 2018, quando foi ocupado como bairro de reassentamento durante as cheias do ano 2001.

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