“Governo espezinha madeireiros”

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—Operadores florestais abandonam negociações com o Governo

Uma missão do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural — MITADER reuniu-se esta terça-feira (23) em Quelimane com operadores florestais que actuam na província da Zambézia, para anunciar uma série de medidas que aquela instituição deverá tomar nos próximos tempos com vista à fiscalizar o processo de abate e comercialização da madeira nesta parcela do País.

O encontro que teve a duração de 1 hora de tempo, culminou com o abandono de sala por parte dos madeireiros, a decisão resulta do facto destes não concordarem com as novas medidas que visam “afogar os madeireiros moçambicanos e beneficiar os chineses”.

Na lista de reclamações dos operadores florestais afiguram: A falta de seriedade do Governo facto que compromete as metas dos operadores florestais, promessas do executivo incumpridas e um tratamento indecoroso à classe.

Os operadores florestais dizem-se agastados com a forma como o Governo está a gerir este processo, facto é que a dois anos que os operadores nacionais licenciados não estão a exercer actividade por conta de uma decisão do Governo e contrariamente à essa decisão há operadores de origem asiática que diariamente estão a explorar os recursos florestais sob olhar impávido e sereno das autoridades.

Abdul Anibal um dos operadores florestais presentes no encontro refere que há graves problemas de comunicação entre o governo e classe de operadores florestais, “O ministro do MITADER, Celso Correia desde que tomou posse nos humilha, não procede auscultação, apenas apresenta ordens sem conhecer a realidade no terreno, são decisões imperativas”.

Acusações de decisões incongruentes entre o Ministério e a Direcção provincial local, morosidade na emissão dos certificados foram outros dos temas largamente contestados.

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Numa decisão aplaudida e subscrita por todos os exploradores florestais presentes na sala de reuniões do edifício da Direcção Provincial das Finanças da Zambézia, Embondeiro como é conhecido no circuito empresarial local convidou aos seus pares a abandonarem a sala de reuniões em protesto as alegadas “brincadeiras do Governo”.