LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

Água potável ainda é um luxo em Milange

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Por: Lúnede Parrote

O problema de acesso a água potável, não é novo, muito menos impossível de se resolver, mas dada a gravidade, é um facto para afirmar, que o acesso a água potável é um luxo, não vamos aqui falar dos projetos falhados, mas de factos que provam que, ainda há muita gente sem acesso a água potável na vila de Milange.

Falar da água potável, é falar daquela água obtida através da purificação da água natural com quantidade de substâncias químicas dissolvidas (ar e sais minerais) o suficiente para que o seu consumo não represente qualquer perigo para a saúde humana. Não há duvidas que a  água potável é doce. Mas será que toda a água doce é potável?

A resposta é simples, não. Ela precisa de passar por um processo de tratamento para ser potável.

Afinal, qual é água consumida pelos munícipes da Vila de Milange?

Os munícipes da Vila de Milange, consomem água doce, da qual acima de 90% é captada nos poços, e não água potável, visto que, para que a água seja potável, um poço tem que estar em média, a pelo menos 30 metros de qualquer fossa, e ter uma profundidade superior a 10 metros, para poder atingir o lençol freático. Mas antes fosse apenas os riscos que se correm por consumir a água não tratada, no verão a maior parte dos poços secam e as residentes nos bairros suburbanos, recorrem aos poucos furos de bombas manuais existentes nos bairros, já os residentes próximos a zona cimento recorrem aos fontanário públicos no bairro Eduardo Mondlane ou as torneiras da administração, SDPI ou Hospital Rural.

A nossa reportagem saiu a rua e conversou com alguns residentes na vila, em torno das soluções para ultrapassar a problemática de acesso de água de qualidade para o consumo, e alguns deixaram ficar a suas opiniões. Por exemplo, Valdemar Mussa, residente no bairro Samora Machel, aponta a abertura de mais furos de água, como solução; já Diogo Pedro, residente, no bairro 1 de junho, é da opinião da reabilitação e expansão da rede da água canalizada para as diferentes unidades residenciais; na sequência, Fátima Amuzá, residente no bairro Eduardo Mondlane, é da opinião que a construção de barragens para retenção das águas seria uma saída para fazer face a escassez da mesma no verão, já Igor de Nascimento, residente no bairro 3 de Fevereiro, partilha a ideia que a abertura de furos de água é a melhor saída.

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