Ungulani BakaKhosa já é Rio Branco

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O conceituado escritor moçambicano UngulaniBakaKhosa, autor da obra Ualalapi considerada uma das 100 melhores obras africanas de ficção literária do século XX, foi condecorado, semana finda em Maputo, pelo embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigues Soares, com a Ordem Rio Branco em recolhimento do seu contributo pela literatura moçambicana e da CPLP.

Trata-se da maior distinção que o governo brasileiro atribui, desde Fevereiro de 1963, a personalidades da arena cultural, diplomática, social, instituições nacionais e estrangeiras, como formade estimular a prática de feitos dignos de honrarias.

A escolha de BakaKhosa para a atribuição do título não é obra do acaso, pois esta surge na sequência da celebração dos 30 anos de carreira literária do escritor, que coincidem com os 30 anos de Ualalapi, a obra que conta uma parcela da história de Moçambique, retratando o declínio do último imperador de Gaza, Ngungunhe que fora capturado e deportado para Açores pelos portugueses no longínquo ano de 1895.

Ungulani, que falava à jornalistas, disse a distinção revela que a literatura moçambicana está a ganhar espaço no território brasileiro e a invadir outros territórios.

Por sua vez o embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares, diz que distinção é o resultado do trabalho que o escritor tem realizado com determinação e paixão e considera que as obras de UngulaniBaKaKhosa são de leitura obrigatória para quem deseja conhecer a história de Moçambique. Enquanto isso, o ministro da cultura e turismo, Silva Dunduro, diz que Ungulani éum escritor que liga o passado e o presente através da literatura.

De recordar que Francisco Esaú Cossa ou se preferirem UngulaniBakaKhosa, bacharel em ensino de história e geografia, que em 2007 venceu o premio José Craveirinha, lançou, no inicio do presente ano um romance intitulado Gungunha, Mulheres do Imperador, que retrata o destino das 7 mulheres do imperador após a morte de Ngungunhan.

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Leonardo Duarte