Abdul Razak - Abdul Razak: Uma história de amor e odio?

Abdul Razak: Uma história de amor e odio?

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Os nossos desejos são renovados de que está missiva o encontre em bom estado de saúde e espirito— condição fundamental para o exercício de governação que dignamente fostes atribuído pelo povo moçambicano através dos seus competentes órgãos.

Num encontro do executivo da província central da Zambézia, chefiado por sua excelência, havida recentemente na sala de sessões do Governo em Quelimane. Em tom de brincadeira [talvez] terá proferido palavras aproximadas há isto “Jornal Txopela não gosta de mim, mas eu gosto muito de vocês”— palavras de Abdul Razak.

Reconhecemos que estas palavras à partida foram leves o suficiente para ignorarmo-las por semanas, hoje e decididamente hoje, escrevemos-lhe para responder e aclarar as zonas de penumbra do nosso exercício jornalístico.

Esta expressão revela em primeira linha uma tentativa de vitimizar-se como governante, o que em última instância condiciona o nosso trabalho. Não podemos reportar e divulgar factos do poder público com à liberdade que a lei nos assiste com receios de não machuca-lo. Não é verdade que não gostamos de si prezado Governador, temos respeito e estima como para qualquer servidor público, conquanto a nossa profissão é ingrata, nestas mesmas páginas foram publicados artigos que davam conta do excelente trabalho do seu governo em vários sectores, nunca o vimos comentar publicamente sobre eles, os artigos que não abonam a seu favor, não são contra si, são factos e nós não inventamo-los. Limitamo-nos a narra-los com a liberdade que a lei nos assiste e o conhecimento profissional exigíveis na carreira de um jornalista.

Agradecemos o facto de sua excelência gostar do Jornal Txopela como instituição ou equipe de jornalistas, é motivador para qualquer pequena e media empresa ter está atenção do seu governo.

Excia: A liberdade de expressão e de imprensa é direito de suprema importância para que a sociedade possa conhecer e se defender de possíveis arbitrariedades cometidas pelo poder público. É condição primordial para que o Estado seja caracterizado como sendo democrático. A liberdade de imprensa é uma conquista legítima e imprescindível a todo regime democrático de direito, cuja importância é inquestionável. A liberdade de imprensa estabelece um ambiente no qual, sem censura ou medo, várias opiniões e ideologias podem ser manifestadas e contrapostas, ensejando um processo de formação do pensamento. É o que defendemos na redacção e nos estatutos editorias do Jornal Txopela. O nosso conselho é que se concentre em governar, buscando à melhoria de vida das populações e fique descansado que o Jornal Txopela não tem sentimentos por nenhum dirigente, nenhuma força politica, poder económico, religioso ou de outra índole. Aqui move-nos os factos, a arte de narrar verdades apenas.

Os nossos melhores cumprimentos.

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