“Sou contra qualquer tipo de violência” – Mariza do Rosário

em DESPORTO/DESTAQUES/ENTREVISTA por

Mariza do Rosário alega perseguição da liderança da FMF

A Federação Moçambicana de Futebol em comunicado datado de 09 de Agosto, suspendeu preventivamente a senhora Mariza do Rosário do cargo de Presidente da Direcção da Associação Provincial de Futebol da Zambézia.

O documento assinado pelo punho de Filipe Lucas, Secretário-geral da FMF explica que a decisão foi tomada em sessão ordinária do dia 08 do presente mês.

O Jornal Txopela apurou que para está decisão terá pesado o facto de Mariza do Rosário ter partilhado na sua conta pessoal da rede social Facebook, uma mensagem que no entender daquele organismo desportivo estimularam a violência entre adeptos e atletas antes do jogo entre o 1°de Maio de Quelimane e o Textáfrica de Chimoio no campo do Ferroviário de Quelimane.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Txopela àquela dirigente desportiva explica os contornos da decisão e as motivações da FMF. Alega perseguição e fala do legado que deixa para o futebol na Zambézia.

Questionada sobre o seu contributo nos últimos 8 anos de liderança da agremiação que congrega os clubes de futebol da Zambézia para a massificação do desporto, Mariza começou por explicar que não se trata de um resultado pessoal, oferecendo os elogios aos restantes membros da direcção que segundo advoga, muito fizeram para o actual estágio do futebol na Zambézia “conseguimos colocar duas equipes da Zambézia no Moçambola, reabilitamos o campo do Ferroviário com o relvado sintético e ainda em curso o campo de Mocuba, embora as obras ainda não tenham terminado” em meio a um braço de ferro com a liderança da FMF desabava “não é fácil agradar a gregos e troianos, concordo que onde se dirige nem todos ficam satisfeitos, achamos que fizemos o melhor de nós e estamos a deixar coisas positivas, não digo que tudo foi a mil maravilhas, há coisas que não conseguimos fazer como por exemplo, um curso para dirigentes desportivos”.

Os últimos incidentes que foram suficientes para que a FMF pudesse afastar-lhe preventivamente da liderança da Associação Provincial, a nossa entrevistada entende que sempre houve uma intenção premeditada do presidente Alberto Simango Júnior em afastar-lhe do comando da associação dado que está não o votou a quando da realização dos últimos pleitos no órgão máximo do futebol moçambicano e que ironicamente Simango Júnior sagrou-se vencedor, acusa-lhe de perseguição por este motivo.

Leia:  CDN focado no desenvolvimento da região norte

Convidada à apresentar a sua versão dos factos que ditaram a sua suspensão Mariza refere que é “contra violência de qualquer tipo, nos 8 anos em que estive a dirigir o futebol posso dizer que não ouve registos nem em Milange, Molocué, Mocuba em Namacurra e muito menos em Quelimane. E não é nossa prática, houve sim aquele incidente e foi feio”. Sobre a publicação nas redes sociais da sua autoria explica o seguinte: “Eu tenho uma amiga de Manica a Cláudete Pereira, trabalhou na federação inclusive, comento muito sobre futebol e jogos que eu assisto nas redes sociais, e o jogo passado na primeira volta entre o TextáAfrica e Primeiro de Maio eu reclamei muito com ela, até, fiz um post que dizia, enquanto o TextáAfrica não marcar, o jogo não acaba. Ela depois ligou pra mim e ficamos a conversar coisas assim próprias do futebol, mas não no sentido de agressão ou de ofensas. Se fores a ver, aqueles comentários eram para ela e ela também responde. Até diz Irmã, isso vem de ti? E eu respondi logo, pois é, ganhaste lá não interessa como, mais eu ganhei-te aqui! Era tudo no sentido desta conversa nossa. Não no sentido como foi colocado a circular, a informação que foi colocada a circular pela TVM era tudo no sentido de denegrir a minha imagem dado que as eleições na FMF avizinham-se ”.

Adiamentos das eleições na Associação Provincial de Futebol da Zambézia

A FMF na mesma nota deliberativa que suspende Mariza do Rosário também ordenou o adiamento das eleições na Associação Provincial de Futebol da Zambézia, em jeito de confrontação desta decisão a APF realizou as eleições onde Eduardo Nicuate foi eleito presidente da colectividade. Mariza do Rosário que é presidente da Mesa da Assembleia Geral no presente mandato considera que a FMF não deve imiscuir-se nos processos de gestão da associação, considera de ingerência total e tentativa da direcção da federação de fazer passar o seu candidato a força contra a vontade dos membros da associação.

Leia:  Um governador com problemas de saúde mentais?

Nas eleições, Nicuate venceu com 14 votos contra três do seu adversário directo Erasmo Valente e no processo de votação compareceram 17 dos 19 clubes com direito a voto, o suficiente para avançar com o processo de votação.

Está instalado um braço de ferro sem precedentes na história do futebol ao nível da província central da Zambézia e a liderança do organismo máximo do futebol moçambicano, a (FMF) diz que não legitima o Presidente eleito para a Associação Provincial de Futebol da Zambézia (APF).

A informação foi avançada pelo secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol, Filipe Johane, que disse que a eleição do Presidente da APF da Zambézia foi feita à revelia do organismo que tutela o futebol nacional, daí que não é reconhecido pela FMF.