Promovido workshop sobre abortos seguros em Quelimane

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Foi levado a cabo recentemente na cidade de Quelimane, província central da Zambézia, um workshop sobre o aborto seguro. O evento que reuniu na mesma sala, Secretários Permanentes Distritais, Directores de Serviços Distritais de Saúde Mulher e Acção Social e Directores Clínicos de Unidades Sanitárias da província, tinha como objectivo, a preparação dos dirigentes políticos distritais, para a consciencialização das comunidades locais, sobre a importância da realização de abortos seguros.

O Director Provincial de Saúde da Zambézia, Hidayat Kassim, disse durante a abertura do workshop que a prática do aborto seguro contribui em grande medida para garantir que não hajam mortes devido a gravidez. Para Kassim, grande número das gravidezes de risco são originarias dos casamentos prematuros e/ou são gravidezes indesejadas: “Pretendemos com este workshop, harmonizar todas as acções que irão nortear o processo de implementação da lei do aborto seguro. Precisamos ter em mente que o aborto não é obrigatório, portanto, a nossa missão neste caso, é de consciencializar as nossas populações sobre a existência dessa lei que permite que quando alguém se encontra numa situação de gravidez indesejada ou de alto risco, tem a prerrogativa de escolher à pratica do aborto, com a assistência de técnicos especialmente preparados para tal, portanto, já não é crime praticar o aborto, desde que seja um aborto institucional” – disse.

A lei do aborto seguro foi aprovada pelo Conselho de Ministros em 2015, mas só foi publicada no Boletim da República em Setembro do ano passado, portanto 2017. Na província da Zambézia, está em implementação em 20 Unidades  Sanitárias.

O workshop de um dia, foi realizado com o apoio do projecto IPAS do inglês (International Pregnancy Advisory Services) – traduzido Serviços Internacionais de Aconselhamento sobre Gravidez, uma organização que actua nas províncias de Nampula e Zambézia, vocacionada no tratamento e aconselhamento sobre gravidez, tendo como principais bases de actuação, a assistência clinica, jurídica, comunitária e em comunicação.