DISTRITO DE CHINDE NA ZAMBÉZIA A ilha das “fortunas”

Anciã morta em Chinde acusada de feitiçaria

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Ainda não se vislumbra um fim aos casos de perseguição as pessoas da terceira idade, acusadas de prática de feitiçaria na região sul da província da Zambézia, não obstante os esforços que tem vindo a ser empreendidos pelas autoridades governamentais, no sentido de inverter o cenário.

Exemplo dilúcido deste facto é o recente caso de homicídio ocorrido no distrito de Chinde, onde dois indivíduos munidos de instrumentos contundentes, introduziram-se na residência de uma anciã de sessenta anos de idade e desferiram vários golpes fatais contra a vítima que se encontrava dormente.

Os malfeitores, segundo o Porta-voz do Comando Provincial da PRM na Zambézia, encontram-se em parte incerta, estando neste momento, a polícia no encalço dos mesmos. Sidney Lonzo disse que para além de assassinar a anciã, os criminosos desferiram alguns golpes ligeiros contra a neta da vítima que na altura se encontrava no interior da residência, tendo esta sofrido um ferimento na região da orelha. A fonte esclareceu que a neta recebeu tratamento médico e encontra-se fora de perigo.

Falando aos órgãos de comunicação social baseados em Quelimane, no habitual balanço das ocorrências semanais, Sidney Lonzo manifestou total repúdio aos praticantes de actos desta natureza, tendo esclarecido que a melhor saída para a resolução de litígios desta natureza é o diálogo e nunca o recurso a violência.

Para Lonzo, nada justifica que, mediante a existência de toda a estrutura administrativa montada para resolução de conflitos, ainda existam pessoas que no lugar de procurar por soluções pacíficas, optam pelo crime como solução para os seus problemas: “Existem estruturas montadas ao nível da base, para com recurso ao diálogo, buscar soluções locais para problemas similares que possam vir a ocorrer nas comunidades, estas estruturas tem o objectivo de evitar que os problemas cheguem ao extremo. Mas em caso de alguém transpor as estruturas montadas e optar pelo cometimento de crime, a polícia é obrigada a agir para corrigir ou responsabilizar o infractor, mas não é essa a intenção da corporação” – palavras de Sidney Lonzo.