Editorial 1 - Um político original

Um político original

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O sacerdote Casimiro da Cruz Pedro, tem o mérito de falar sem papas na língua, o que, deve dizer-se, nos partidos, como o que ele faz parte não é muito comum.

Fala com desprendimento, quer da sua profissão — o sacerdócio— quer da política ou do seu próprio partido, como se nada do que resulta das suas palavras o pudesse afectar.

Não sei se isso se deve ao facto de ter no horizonte alternativas de emprego ou se, pura e simplesmente, de não necessitar delas. Seja como for, aparenta ser um homem livre.

Acresce que, geralmente, diz coisas sensatas, quase sempre ….

Esta semana falou ao Jornal Txopela no clássico Grande Entrevista  e, entre outras coisas, referiu-se às  mudanças introduzidas no processo de eleição dos autarcas nas 53 autarquias moçambicanas. Falou nas crispações que opõem a liderança do Movimento Democrático e ex-correligionários daquela formação politica.

“Padre Miro”, como é conhecido, disse aquilo que não está distante dos recentes pronunciamentos do engenheiro Daviz Simango, numa entrevista à um canal de televisão privado em Maputo. Sobre as recentes deserções não lançou impróprios como preferiu fazer o executivo do partido, antes preferiu usar parábolas quase que bíblicas para esquartejar politicamente os desertores.

Falta, porém, saber se estas posições defendidas por Casimiro da Cruz Pedro são as de um homem convicto como nos habituou ou há aqui intenção deliberada de agradar ao engenheiro Daviz Simango. De qualquer forma, continuamos convictos de que o padre é um político original.

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