Daviz Simango e as virgens ofendidas
Daviz Simango e as virgens ofendidas

Daviz Simango e as virgens ofendidas

//

O jornalista Luís Nhachote, redigiu uma missiva em Outubro de 2017 dirigida ao presidente do Movimento Democrático de Moçambique, o engenheiro Daviz Simango, que como se sabe chefia à terceira força política mais sonante no território nacional. No clássico “carta aberta” o decano do jornalismo moçambicano começa por recordar à Simango o percurso tortuoso que os seus pais foram votados.

“O Reveredo, o seu pai, não chegou a sentar na cadeira da presidência da Frelimo, como rezavam os estatutos da Frente, em caso de vacatura, tal como aconteceu quando o líder Eduardo Mondlane, foi sucumbir em casa de Betty King, ali em Oyster Bay, em Dar-Es-Salaam. Ao seu pai, foi lhe imposto um duo, naquilo que historicamente é conhecido pelo “triunvirato”, da qual se juntaram Marcelino dos Santos e Samora Machel, no “Golpe palaciano” muito provavelmente para o “controlarem” ou até o assassinarem, como os algozes mais tarde vieram a fazer, deixando a si e seus irmãos órfãos e ostracizados até pelo grosso de uma sociedade doutrinada a conhecer os ‘porcos, maus e feios’, indicados pelo dedo indicador de homens que juraram que aqui seria o tumulo do capitalismo. Alguns desses homens, julgaram em Nachigwea e extrajudicialmente mandaram executar o seu pai. Nem se dignaram a entregar os restos mortais, para as famílias realizarem os funerais, conformem rezam as tradições…”.

Nhachote expressa com dissabor a postura política de Daviz Simango na condução dos destinos daquela que já foi tida como alternativa política em Moçambique.

“Saido da guisa do introito, escrevo-lhe esta carta para lhe apelar ao bom senso na condução dos destinos do partido que dirige, que se assumiu, no parto a nascença as pretensões de ser um lugar “Para todos”. Não é o que está a parecer ser. A tragédia que se abateu com o assassinato vil e cobarde de Mahamudo Amurane, pode ser o prenúncio daquilo que Karl Marx dizia: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”
Mahamudo Amurane, seu par em dissidência por desinteligências que poderiam ter sido sanáveis é farsa que antevejo nas minhas lentes e o seu pai, o reverendo, a tragédia. Aquele “showoff” gratuito que se está a assistir em Nampula, antes da missa dos 30 dias de Amurane é desolador”.

Buscar este escrito de Luís Nhachote não é mera casualidade, os avisos à navegação de Daviz Simango vieram de quase todos os lados, e de formas diferenciadas, por golpe de sorte ou azar a insurdescência e o ego tribal estão a desferir golpes contra si próprio. Hoje assistimos as deserções em massa, antes se fossem de simples membros, trata-se de membros de direcção do partido, políticos de cabedal comprovado na esfera política nacional.

E, a forma de lidar com isto não podia ser mais rude e deselegante, a velha e violenta chacina de caracter dos ex-correligionários em praça pública, a mesma estratégia montada para “aniquilar” o saudoso Mahamudo Amurane. De resto, como bem o disse o meu confrade Nhachote, é momento de o questionar “qual é a sua agenda?”.

Um Óptimo funeral MDM!

Deixe a sua opinião

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Maria Fernanda Quipico
Notícia Anterior

Maria das dores ou Maria das chuteiras?

Mais de 3.500 empresas devem ao INSS na Zambézia
Próxima Notícia

Mais de 3.500 empresas devem ao INSS na Zambézia

Recente deDESTAQUES

Translate »
WhatsApp chat