Autoridades outorgam descompostura em Quelimane

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A exiguidade de locais de lazer cómodos e decentes ao nível da Autarquia de Quelimane continua assunto de debate nos mais diversificados locais e extractos sociais, facto é que, locais de lazer de referência obrigatória ao nível da urbe fecharam as portas nos últimos 10 anos. Desde públicos e privados: piscinas, restaurantes, casas noturnas entre outros fecharam as portas ao público sem motivos conhecidos pelo menos manifestamente pelos utentes. O Conselho Municipal local tem demostrado incapacidade na gestão dos poucos edifícios destinados ao lazer tanto para crianças e adultos, diante desta situação o Jornal Txopela buscou memorizar para história nestas páginas os emblemáticos monumentos e casas de diversão que a muitos fazem falta aos citadinos da autarquia de Quelimane:

O verão com sol escaldante que sempre caracterizou à cidade do táxi de bicicleta, encontrava sempre a prontidão combativa do REFEBA e da PISCINA MUNICIPAL ao longo da avenida da Marginal.

Os passeios em família, culminavam sempre num bom almoço ou jantar nos aconchegantes restaurantes A COQUINHA e AQUÁRIO.

As noites quentes eram vividas de forma muito louca na discoteca COCONUTS, lá para as bandas do Aeroporto e no bar LISBOA na famosa avenida Eduardo Mondlane.

De uns tempos para cá, assistimos na cidade de Quelimane, ao encerramento desenfreado desses locais que se afiguravam de capital importância para o lazer dos seus habitantes.

Alguns foram transformados em locais de cultos religiosos, outros, como o caso do Bar Lisboa, foi transformado em farmácia. Os demais foram deixados a sua sorte, ora porque os gestores não estão a conseguir manter o sitio funcional, ora porque a gestão foi passada a um novo proprietário que está a reabilitar o local por forma à adequa-lo as suas necessidades ou capacidades. Neste ultimo caso, que na verdade é o caso de muitos, as tais obras já vão a mais de três anos.

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É caso para dizer que estamos numa era de transformações muito profundas que podem levar a cidade ao sufoco, dado que os locais de lazer desempenham algum papel na manutenção da cultura e do turismo na cidade.

Talvez, esta forma de pensar não seja comungada por todos. Mas o certo e que a nossa cidade está transformar se num local ondem mais abundam as barracas e discotecas que todos sabemos muito bem o papel que desempenham na educação da sociedade, do que na criação de espaços que sejam de lazer no verdadeiro sentido da palavra.

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