LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

Fernando Quipiço, delegada da EDM- Quelimane

19 HORAS SEM ENERGIA NA ZAMBÉZIA: Maria Quipiço Afogada!

em DESTAQUES/GRANDE REPORTAGEM por

Eram por volta das 9 horas quando um “batalhão” de repórteres de contáveis órgãos de informação da cidade de Quelimane irromperam o espaço onde funciona à delegação de Quelimane da Eletricidade de Moçambique — Empresa Pública.

Manhã de segunda-feira as ruas já encontravam-se movimentadas o suficiente para a realidade de Quelimane.

O gabinete da assistente de Fernando Quipiço, actual delegada da EDM- Quelimane em poucos minutos, precisamente as 9:03 minutos ficou abarrotado, profissionais da imprensa pública e privada buscavam ouvir a posição da instituição frente a um corte no fornecimento da corrente elétrica que durou quase um (01) dia.

Facto é que a EDM- Quelimane num comunicado emitido no dia 28/06/2018 informou à interrupção no fornecimento de energia programado para domingo ultimo (01 de Julho), na nota assinada por Fernanda Quipiço consta que à interrupção no fornecimento da energia elétrica ocorreria “no período compreendido entre as 06 às 14 horas, devendo afectar à cidade de Quelimane, Distritos de Nicoadala, Namacurra, Inhassunge, Chinde, Posto Administractivo de Macuse e localidade de Zalala, no âmbito do projecto Mixed Credit” — Lê-se.

Contrariamente a isto, o corte que deveria ter a duração de 9 horas prolongou-se até 19 horas de tempo, colocando deste modo em causa o normal funcionamento de diversas instituições, hospitais principalmente.

Abordada à porta do seu gabinete, Quipiço começou por recusar a gravação de entrevista advogando que às respostas frente ao corte registado e que aborreceu sobremaneira os clientes daquela empresa de distribuição de energia não cabiam a ela, remetendo os jornalistas à uma outra chefia da instituição, pressionada sobre estas declarações sendo ela à delegada da instituição e assinante da nota que comunicava a interrupção, rapidamente Fernanda Quipiço tratou de mudar o semblante, num tom autoritário e de falta de coerência nos seus argumentos chegou mesmo a obrigar os jornalistas a não registarem imagens, a situação agudiza-se quando no mesmo minuto registou—se um terceiro corte contabilizado só naquela manhã. Maria Fernanda Quipiço de nome completo rapidamente compreendeu a dimensão do problema, tratou de colocar-se a disposição dos jornalistas, desta vez não para prestar declarações mas para acompanhar a subestação da Cerâmica onde decorreram os trabalhos programados de ré—energização de um novo transformador, já no local a delegada da EDM finalmente prontificou-se a conceder entrevista, uma mudança repentina que criou uma onda de reacções.

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Quipiço começou por aceitar à falha para com os clientes, referiu que não conseguiram religar a corrente elétrica a tempo previsto pela complexidade do trabalho “os prejuízos são enormes, não conseguimos fornecer energia as 14 horas, porque já estavam a espera, e também estamos numa época do mundial”. Foram estás as primeiras palavras que à delegada da EDM- Quelimane escolheu para justificar a situação e cumulativamente apresentar desculpas aos clientes da empresa. Quipiço ignorava assim as centenas de doentes que se encontravam no hospital geral e central de Quelimane respectivamente e as unidades sanitárias dos 5 distritos e que igualmente ficaram privados de energia colocando em risco as suas vidas, ignorou os cidadãos que graças à escuridão que pairou sobre à cidade acendeu uma onda de actos de vandalismo que prejudicaram grandemente os cálculos da Polícia da Republica de Moçambique no concernente à garantia da ordem e tranquilidade públicas.

Por baixo da estrutura que suporta a distribuição da corrente elétrica, Fernanda Quipiço falava a jornalistas, visivelmente abalada pela pressão interna e externa tratou de aclarar algumas zonas de penumbra, disse que à intervenção que paralisou a cidade por quase um dia, vai beneficiar grandemente aos utentes daqueles serviços “ agora temos maior disponibilidade, podemos alimentar mais cargas sem nenhum problema e isso vai permitir também para que possamos continuar com os trabalhos para alimentar o segundo transformador ”.

Ao todo estima-se que mais de 60 mil clientes estiveram afectados pelo corte do fornecimento de energia elétrica.

 

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