LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

O Chefe do Estado moçambicano, que falava na cerimónia de abertura da “Quinta Cimeira de Boas Práticas de Luta contra Casamentos Prematuros”, salientou que a realidade do fenómeno em Moçambique é assustadora.

“Casamentos prematuros são uma violação dos direitos humanos”

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O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, diz que os casamentos prematuros são uma grosseira violação dos Direitos Humanos, e combater o fenómeno não é apenas tarefa do Governo, mas de toda a sociedade.

O Chefe do Estado moçambicano, que falava na cerimónia de abertura da “Quinta Cimeira de Boas Práticas de Luta contra Casamentos Prematuros”, salientou que a realidade do fenómeno em Moçambique é assustadora.

“Em Moçambique, a criança representa mais da metade da população, e o país é, a nível regional e mundial, um dos países com altos níveis de casamentos prematuros, o que representa uma grosseira violação dos direitos humanos das raparigas”, referiu o Presidente Nyusi.

Dados revelados na ocasião indicam que as províncias do Centro e Norte do país são as mais afectadas por casamentos prematuros, onde as crianças chegam a ser prometidas a futuros maridos ainda em tenra idade, ou casam-se com idades menores, o que, segundo alguns depoimentos, contribui grandemente para a sua perda de vida devido a complicações durante o período da gestação ou do parto.

“Para eliminarmos o problema, precisamos de trabalhar em coordenação a todos os níveis. A responsabilidade é colectiva, por isso apelamos para que cada um, no seu local de residência ou de trabalho, dê a sua contribuição na luta contra este mal que prejudica não só as crianças, mas também a toda a sociedade”, exortou o Presidente Nyusi.

Por seu turno, a Esposa do Presidente da República, Isaura Ferrão Nyusi, disse que os casamentos prematuros, na maioria das vezes, representam uma grave violação dos Direitos Humanos, pois impedem o desenvolvimento do país.

“Reconhecemos que os desafios para a eliminação dessas práticas ainda são enormes, mas, apraz-nos o facto de o país estar a registar alguns avanços importantes no combate a este mal social”, salientou a Primeira-Dama.

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