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DISTRITO DE CHINDE NA ZAMBÉZIA A ilha das “fortunas”

A ilha das “fortunas”

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DISTRITO DE CHINDE NA ZAMBÉZIA

Empreiteiros burlam Governo e desaparecem sem deixar rastos!

Empreiteiros no distrito costeiro de Chinde na Zambézia são acusados de anualmente abandonar a construção de diversas infra – estruturas públicas sem justa causa, O governo local refere que a situação está a colocar a população desgastada, facto curioso é que de um total de 5 empreiteiros nenhum ainda foi chamado a prestar declarações nos órgãos da justiça.

O problema, segundo o Administrador de Chinde, Pedro Vírgula, remota a mais de dez anos. Vírgula refere que “devido ao isolamento do distrito, o que lhe torna uma ilha, muita gente, usa Chinde para enriquecer”—Lamenta.

No ano transacto, foi levantado o caso de abandono da obra de reabilitação da casa da cultura de Chinde, mesmo depois de o Estado ter desembolsado cerca de dois milhões de meticais para o efeito, a totalidade do valor para a obra, uma investigação do Ministério Público após denúncias, concluiu que alguns membros do Governo, incluindo o Director Provincial da Educação na Zambézia, na altura Armindo Primeiro, estava envolvido no esquema de enriquecimento ilícito. O processo corre até ao momento nos órgãos de administração da justiça, contra o então Director acusado junto de outros membros daquela direcção de ter lesado o Estado.

No ano transacto um outro empreiteiro, abandonou a obra de construção da casa de embarque e rampa de acostagem de Chinde, depois de receber do Estado mais de dezoito milhões de meticais. O mesmo deixou para trás trinta e dois trabalhadores que desde Dezembro não recebem os seus ordenados.

A mesma empresa de construção, terá sido adjudicada e paga três milhões de meticais para a reparação de um batelão na travessia para Chinde, as autoridades explicam que o batelão não beneficiou da reparação e encontra-se ainda encostado nas bermas do rio avariado, prejudicando desta forma a população que necessita daquele meio.

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O empreiteiro burlou o Governo, desapareceu e não deixou rastos. O Governo Distrital diz estar a procura da empresa cujo detalhe mais sonante é a sua proveniência, a Província de Cabo Delegado. O executivo, fixa o prazo de trinta dias, ou seja, até o dia trinta de Junho corrente para a empreitada se manifestar, sob risco de ser denunciada ao Ministério Público.

A mesma “sorte” teve também um bloco operatório do Hospital Distrital local, que em 2015 devia ter sido entregue a população. Alias, seria aquele o primeiro e único bloco operatório de Chinde, que salvaria milhares de vidas segundo explica o administrador local, as vidas “são perdidas nos barcos, a caminho de Marromeu ou Beira na Província de Sofala, numa viagem de mais de oito horas de barco, a procura daqueles serviços.” Orçadas em dezasseis milhões de meticais, as obras foram adjudicas à uma empresa, que depois de receber dois milhões de meticais, desembolsados por uma organização Canadiana, abandonou – as.

São contáveis em número de quatro, segundo o Administrador do Distrito de Chinde, Pedro Vírgula, as obras de construção de escolas públicas pagas e abandonadas por empreiteiros, facto que trava o desenvolvimento da Ilha. Pedro Vírgula garante que os casos estão no Ministério Público para a sua solução.

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